Norte-americano convocado para a seleção brasileira nasceu em Chicago e acompanhou de perto um dos maiores times da história

A seleção brasileira já não é mais só brasileira. A convocação de Rubén Magnano para o período de preparação para o Pré-Olímpico de Mar del Plata , na Argentina, teve como grande surpresa o armador norte-americano Larry Taylor, de Bauru, que está em processo de naturalização. Trata-se do primeiro atleta nascido e criado fora do país a defender o país no basquete.

O jogador de 31 anos chegou ao Brasil no final de 2008, depois de passar boa parte da carreira no basquete mexicano e venezuelano. No entanto, sua relação com o esporte vem de muito antes. Em sua adolescência, na cidade de Chicago, Larry foi inspirado por um dos melhores times de todos os tempos .

“Eu sempre assistia os jogos do Bulls quando era adolescente e sempre queria jogar como Michael Jordan e Scottie Pippen”, lembra o armador, em entrevista ao site do NBB. “Eles ganhavam todos os jogos e eu queria fazer o mesmo. Era um time incrível, quase imbatível. Uma equipe que ganhou tudo e eu só queria ser como eles”.

Em Bauru, o atleta foi rapidamente notado após grandes atuações no Campeonato Paulista e NBB. Para ele, a fácil adaptação ao basquete brasileiro teve muito a ver com a forma como foi recebido pela equipe e pela cidade do interior paulista.

“A adaptação foi ótima”, afirma. “Fui muito bem recebido pelos jogadores do time, pela comissão técnica. A cidade também me acolheu muito bem. Sinceramente, já me sinto bem adaptado”.

Depois de formado pela Universidade de Missouri Western, Larry atravessou o continente americano jogando e diz gostar da forma como se atua no Brasil – diferente do estilo mais físico e individual dos EUA e México e mais próximo do basquete venezuelano.

“O basquete brasileiro conta com grandes arremessadores”, disse. “Embora a opinião geral seja diferente, eu tenho visto boas defesas aqui também. Mas a coisa mais positiva que vejo no basquete daqui é que se joga muito coletivamente. Eu gosto deste jogo de equipe”.

Nesta temporada, o norte-americano parece ter chegado ao seu auge: foi escolhido o melhor armador do NBB , com médias de 13,9 pontos, 4,9 rebotes e 5,8 assistências. Na votação pelo prêmio, superou os dois finalistas do torneio, Helinho Garcia (Franca) e Nezinho dos Santos (Brasília).

Agora, tentará ajudar o Brasil a classificar-se para uma Olimpíada depois de 16 anos de ausência na competição mais importante do esporte mundial.

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