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Basquete
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Shamell segue atrás de naturalização e quer defender o Brasil

Atleta mais votado para o Jogo das Estrelas, ala vai defender a Equipe Mundo. Mas espera poder mudar de lado futuramente

Luís Araújo, iG São Paulo* |

O apelido de “Big Time” acompanha Shamell Stallworth desde os primórdios da carreira, quando ainda atuava pela Universidade de San Francisco, nos EUA. A alcunha deve-se à capacidade de aparecer nos momentos decisivos das partidas. Atualmente, esta característica no seu jogo é observada de perto pelos brasileiros, que parecem adorar vê-lo em quadra.

Com exatos 5.370 votos, o ala do Pinheiros foi o jogador mais lembrado na votação dos torcedores para o Jogo das Estrelas do NBB e será titular da Equipe Mundo, que enfrentará a Equipe Brasil no sábado, no principal evento do final de semana festivo que acontece em Franca.

Surpreso ao saber que foi o líder de votos, Shamell está muito contente com o carinho dos brasileiros. Disse que está ansioso para ver as competições individuais, que acontecem nesta sexta; mas que a atração principal será mesmo o duelo entre brasileiros e estrangeiros.

“Esse final de semana vai ter umas festas bacanas”, afirmou o atleta. “Tem os desafios de habilidades, das bolas de três e de enterradas. Neste terceiro ano, a festa está ainda melhor do que nos dois anteriores. Mas o melhor mesmo vai ser o jogo dos brasileiros contra os estrangeiros. Quero sentir um pouco da torcida gritando ‘Brasil’. Sempre vi isso no futebol, no basquete e no vôlei, mas vou vivenciar isso de perto. A expectativa está lá em cima”.

Divulgação
Shamell Stallworth em ação pelo Pinheiros

O norte-americano, natural da cidade de Fresno, localizada no estado da Califórnia, atuará pelos estrangeiros. Mas quer, na verdade, ter a oportunidade de ouvir os gritos dos brasileiros ao seu favor num futuro próximo. Isso porque o ala segue tentando a naturalização para defender a seleção do Brasil. Processo este que permanece ainda sem previsão de conclusão.

“Estou tentando...”, disse Shamell. “Não sei quando vai dar certo. Preciso estar morando aqui por um período de seis anos, e já completei seis anos no país. Mas cada vez preciso levar mais documentos. Fica difícil assim”.

Sem sotaque algum falando no idioma português, Shamell demonstra estar plenamente à vontade no Brasil. Chegou ao país em setembro de 2004 e, desde então, sente-se como se estivesse em casa.

“A adaptação foi muito boa, senti uma alegria muito grande das pessoas desde quando cheguei”, declarou o norte-americano, encantado pela solidariedade que percebeu dos brasileiros. “É uma coisa muito diferente dos EUA, todo mundo faz as coisas com carinho. Se preciso de ajuda, se tenho problemas, o pessoal aparece para ajudar”.

Caso Shamell venha mesmo a atuar pelo Brasil, entrará para a história como o primeiro jogador nascido fora do país a defender a seleção. Será uma importante etapa vencida, como ele mesmo disse: “Se isso acontecer um dia, será como se tivesse ultrapassado uma grande barreira. Será uma coisa boa. Não vou mudar totalmente as coisas para a seleção, mas posso ajudar muito a equipe”.

O “Big Time” seria um importante reforço para o time de Rubén Magnano. E ele deseja aparecer com o seu característico brilho nos momentos decisivos vestindo o uniforme da seleção brasileira: “Estou torcendo para que dê certo. Um dia, quem sabe?”

*O repórter Luís Araújo viaja a Franca a convite do NBB

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