Desfalcada de três de suas principais jogadoras, equipe abre atividades com foco na parte ofensiva e em obter entrosamento

A seleção brasileira de basquete feminino iniciou nesta semana sua preparação para o Pré-olímpico da Colômbia, que será disputado em setembro. Sem Érika de Souza, Iziane Castro e Adrianinha Santos, suas maiores estrelas, a equipe se concentra em obter entrosamento e trabalhar a parte ofensiva na primeira etapa de treinos para poder lutar por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres.

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Enio Vecchi, técnico da Seleção Brasileira feminina
"Dentro do planejamento tático que a gente estabeleceu, a resposta delas tem sido 100%", disse o técnico Enio Vecchi, que faz seu primeiro trabalho à frente da seleção. O treinador assumiu o cargo em dezembro de 2010 , após a saída do espanhol Carlos Colinas, mas ainda não havia tido oportunidades de trabalhar com as jogadoras.

Além de Érika e Iziane, que disputam a WNBA pelo Atlanta Dream, e Adrianinha, que aproveita as férias após uma temporada pelo Faenza no Campeonato Italiano, Vecchi não pôde chamar eu sua primeira convocação a pivô Damiris Dantas e a armadora Tássia Carcavalli, que jogarão o Campeonato Mundial sub-19 em julho.

O treinador convocou 16 jogadoras, algumas veteranas, mas sem oportunidades anteriores na equipe nacional, como a pivô Carina Felippus, do Americana, vice-campeão paulista . A expectativa é que nos próximos trabalhos da seleção, o grupo seja reforçado. "Elas estão vibrando, estão com atitude dentro da quadra, querendo aproveitar a oportunidade", afirmou Vecchi.

Na primeira etapa de treinos no Brasil, o treinador pretende trabalhar o sistema ofensivo da equipe, que terá pela frente dois torneios amistosos na China em que enfrentará Austrália, Nova Zelândia e a seleção local. A ideia é dar experiência internacional às atletas e fazê-las trabalhar de forma mais eficiente no ataque, pensando já nos desafios do Pré-olímpico.

No treino da manhã desta sexta-feira, Vecchi realizou exercícios de ataque contra defesa, tentando fazer com que as jogadoras valorizassem a posse de bola. Quando via um arremesso precipitado ou um passe forçado, parava a atividade para orientar as jogadoras.

"Nosso objetivo por enquanto é trabalhar a parte ofensiva, as transições, os contra-ataques", explicou o técnico. "Mas também precisamos pensar em uma defesa forte, senão acabamos criando uma ilusão durante os treinos".

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