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Basquete
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Seleção acredita no renascimento do basquete e festeja Magnano

Técnico argentino deu mais segurança defensiva, avaliam jogadores. Grupo aposta em nova era do esporte no país

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

AE
Marcelinho Huertas, nova dinâmica para as jogadas da seleção
“Nas últimas vezes que passei por esse portão era para dar uma má notícia. Desta vez é para falar coisas alegres”, disse o pivô Tiago Splitter, logo que deixou a sala de desembarque do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na noite desta segunda-feira. Depois de 16 anos, a seleção brasileira masculina de basquete voltará a disputar uma Olimpíada, em 2012 em Londres, e Splitter, o único que atua na NBA (Basquete Profissional Norte-Americano) a participar do Pré-Olímpico de Mar Del Plata (na Argentina) acha que o basquete pode voltar ao gosto do brasileiro. O grupo exaltou o trabalho do técnico argentino Rúben Magnano, o segundo estrangeiro seguido a dirigir a seleção.

Jogadores pedem "dispensa" de Nenê

“Pode ser sim o renascimento do basquete. Esperamos que garotos tenham acompanhado nossa campanha e possam querer jogar basquete. Que nas escolas o basquete possa a voltar a ser respeitado como algo que o brasileiro faz bem. É um orgulho chegar no nosso país e saber que todos vibraram com a conquista”, disse Splitter, 26 anos, jogador do San Antonio Spurs.

Desde 1996, em Atlanta (EUA), quando o cestinha Oscar ainda comandava a seleção, que o Brasil não joga uma Olimpíada. Foram três pré-olímpicos fracassados e participações pífias em mundiais, que fizeram com que o basquete, esporte que tem dois títulos mundiais entre os homens (1959 e 1963) e três bronzes olímpicos (1948, 1960 e 1964) perdesse espaço para o vôlei e, mais recentemente, para lutas como o MMA entre os jovens.

“Não adianta acharmos que essa vaga vai fazer tudo voltar como era antes. Temos que entender que temos que ter boa participação nas duas próximas Olimpíadas para que o foco continue na gente”, disse o armador Marcelinho Huertas, 28 anos, falando também mdos Jogos de 2016, que serão no Rio de Janeiro.

Mais agressivo

AE
Marcelinho Huertas, nova dinâmica para as jogadas da seleção
Magnano, campeão olímpico com a Argentina em 2004, em Atenas, assumiu em meados de 2009 uma seleção que já havia testado um comandante estrangeiro, o espanhol Moncho Monsalve, que deixou a seleção em 17° lugar no Mundial do Japão, em 2006, a pior colocação na história, e sem a vaga em Pequim, 2008.

“Mas com o Moncho já começou uma mudança de filosofia, que se consolidou e melhorou com o Magnano. Hoje o Brasil tem um time mais agressivo, mais forte na marcação”, disse o ala Marquinhos.

“Cuidamos mais da bola, girando mais, sem tanta pressa. Acho que isso deixou nosso time mais confiante”, disse Marcelinho Huertas.

Quando Monsalve foi contratado, e depois Magnano, técnicos brasileiros criticaram a decisão da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Magnano não desembarcou no Brasil – ele ficou na Argentina de férias por 15 dias. Quando voltar vai preparar e convocar o time para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, de 14 a 30 de outubro de 2011.
 

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