Vice-presidente do sindicato dos atletas acredita que negociações vão recomeçar em breve, mas lados têm propostas bem diferentes

Inúmeras incertezas se instalaram sobre a NBA a partir do primeiro de julho, quando os donos de franquias iniciaram oficialmente o locaute . Para o ala-armador Roger Mason, um dos vice-presidentes do sindicato dos jogadores que esteve presente em todas as reuniões de negociação do novo acordo coletivo de trabalho, a decisão pela paralisação não foi uma surpresa.

Getty Images
Roger Mason, representante do sindicato dos atletas
Segundo Mason, por mais que exista uma boa vontade entre atletas e dirigentes, os dois lados têm propostas e ideias muito diferentes. A greve patronal incomoda, não é uma situação confortável para ninguém na liga, mas o panorama atual não oferece muitas alternativas.

“Isso é o que nós todos já imaginávamos que aconteceria”, afirmou o representante. “Nós estamos muito longe de um acordo. Não é divertido ver as restrições, não poder falar com várias pessoas que são nossas amigas na direção. Isso é péssimo porque este é o momento em que trocamos ideias sobre a equipe e falamos sobre basquete. Para quem ama basquete, isso é péssimo”.

Nas reuniões que antecederam o início da paralisação, Mason lembra que não houve nervosismo de nenhuma das partes. “Tudo foi amigável, mas acho que os dois lados perceberam que, neste momento, o que os donos e os jogadores querem é muito diferente”, disse. “Mesmo que todos sejam cordiais e queiram um acordo, as negociações são o que são. Nós vamos continuar a tentar encontrar um ponto em comum”.

Nesta semana, dúvidas foram levantadas sobre a legitimidade dos números que atestam prejuízo da NBA . O jogador, porém, não questiona os balanços. “Nós não estamos questionando os livros de finanças”, falou. “Mas nós não sentimos que o sistema é o motivo pelo qual 22 franquias perderam dinheiro”.

O locaute marcou uma paralisação também nas reuniões entre atletas e dirigentes, mas Mason não acredita que as partes ficarão sem conversas por muito tempo. “Acho que estamos reagrupando um pouco e vamos marcar alguns encontros em um futuro próximo”, afirmou. “Ninguém que estar na situação em que estamos, mas teremos que trabalhar para que isso seja resolvido”.

O ala-armador sabe que não são apenas as partes envolvidas que não gostam da paralisação. Os torcedores querem ver jogos e o risco de se comprometer a duração da temporada, como aconteceu em 1999 , não os agrada. Mas ele agradece o apoio que vem recebendo e promete que um acordo está sendo acertado.

“Nós apreciamos o apoio porque os fãs têm ficado do nosso lado e, em alguns momentos, é fácil dizer que os atletas ficaram gananciosos”, disse. “Eu diria para eles que apenas continuem apoiando a ideia de termos uma temporada. Não quero colocar a culpa em ninguém, mas temos a responsabilidade de tentar resolver esta situação”.

    Leia tudo sobre: NBA
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.