Modificações na rotação feitas pelo técnico foram importantes para que texanos vencessem quarto jogo das finais e empatassem série

O técnico Rick Carlisle surpreendeu horas antes da quarta partida das finais contra o Miami Heat ao anunciar que o armador Jose Juan Barea seria titular no lugar de um dos principais defensores do time, o ala-armador DeShawn Stevenson. E as surpresas continuaram durante o confronto.

Peja Stojakovic, contratado em janeiro para trazer experiência à equipe nos momentos decisivos da temporada, assistiu do banco de reservas outro atleta experiente, Brian Cardinal, assumir a responsabilidade de ser reserva do febril Dirk Nowitzki .

As mudanças na rotação permitiram que o ala-pivô Shawn Marion atuasse menos do que os 43 minutos da derrota no jogo 3 . “Sabia que precisávamos diminuir o tempo de quadra de Marion”, afirmou o comandante. “Não podíamos esperar que ele conseguisse defender, acompanhar LeBron (James) por toda a quadra e essas coisas atuando tanto tempo”.

Antes da partida, Carlisle conversou com Stevenson para explicar seu novo papel e encontrou total compreensão. “Ele foi ótimo”, falou. “Eu expliquei que precisávamos de alguém pronto para sair do banco e confrontar Wade e James, não importa o que acontecesse. E ele acabou sendo um dos jogadores que ditaram nosso ritmo defensivo no último quarto”.

No fim da noite, o placar de 86 a 83 a favor do Mavericks provou que as modificações deram certo. Mas, nas entrevistas pós-jogo, o treinador dispensou os elogios pelas mudanças e "repassou" todos os cumprimentos para os comandados.

“São os atletas que jogam”, disse. “E eles precisam estar preparados. A esta altura do campeonato, nós já fizemos tantas mudanças no quinteto titular por causa de adversários diferentes. É algo difícil para eles”.

Carlisle ainda reforçou que, se quiserem vencer um time como o Heat e conquistar o título, o Dallas tem que atuar como um grupo. “Nosso jogo é um jogo de time”, afirmou. “Nós não vamos correr mais rápido ou pular mais alto que eles. Precisamos jogar com persistência, mesmo quando os arremessos não estão caindo”.

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