Ala-armador, que sofre com constantes lesões no joelho, tem mais de R$ 130 milhões a receber pelas próximas quatro temporadas

Há menos de dois anos, Brandon Roy era tido como o grande jogador do Portland Trail Blazers para o futuro. Tanto que a franquia estendeu o contrato do ala-armador por cinco temporadas, acertando salário de US$ 82 milhões (mais de R$ 130 milhões) no período. Porém, muita coisa mudou desde então.

As constantes lesões nos joelhos consumiram a vitalidade do jogador de 26 anos, que não consegue ter sequência de atuações e está fisicamente debilitado. A situação faz com que o Blazers estude possibilidades para seu futuro na franquia e fontes com conhecimento das discussões afirmam que pedir para que Roy se aposente é uma opção considerada pela direção.

Outras duas opções estudadas são a manutenção do atleta com uma função reduzida na rotação do time e o exercício de um recurso pouco conhecido existente nas regras da NBA, a cláusula de anistia.

A aposentadoria seria a opção ideal para o Blazers porque os US$ 68 milhões (quase R$ 110 milhões) que ainda são devidos ao jogador seriam liberados da folha salarial, permitindo que o time tenha enorme disponibilidade financeira para a contratação de reforços de alto nível.

No entanto, a alternativa não é realista: além de Roy ter que abrir de mão de todo o dinheiro previsto no contrato e ficar sem jogar por um ano, um médico especializado precisaria atestar a incapacidade do atleta em voltar a atuar profissionalmente para que o pedido fosse aceito. Depois de ter anotado 18 pontos no último quarto de uma partida dos playoffs desta temporada , ninguém crê que a carreira da ala-armador está acabada.

Continuar com o jogador no elenco em um papel menor é a opção mais realista, mas não ajuda o Blazers em seu objetivo principal. O time continuaria a pagar um contrato altíssimo ao atleta e não melhoraria a situação de sua folha salarial, acima do teto estipulado pela liga e susceptível a multa.

A cláusula de anistia é vista como um meio-termo. Este recurso prevê que as franquias têm o direito de dispensar um jogador, não importando os valores ou duração de seu vínculo, e o valor do contrato é excluído das contas para o pagamento da multa por exceder o teto salarial de liga, o que renderia evidente economia ao time.

Roy, por sua vez, receberia o dinheiro previsto em contrato e continuaria habilitado a jogar. No entanto, a equipe não recuperaria o valor do contrato como abertura na folha salarial e seguiria sem poder contratar agentes livres de alto nível, reforços significativos.

A decisão sobre o futuro de Roy não deverá ser tomada imediatamente por dois motivos: a possível greve na NBA, que deverá paralisar todas as atividades em torno da liga a partir de julho, e a demissão do gerente geral da franquia, Rich Cho, o administrador oficial das discussões sobre o assunto.

    Leia tudo sobre: NBA
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.