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Basquete
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Phil Jackson serve de inspiração para o trabalho de José Mourinho

Além do técnico do Lakers, treinador do Real Madrid é seguidor de John Wooden, que comandou UCLA a dez títulos universitários

iG São Paulo |

José Mourinho é um dos melhores técnicos de futebol da atualidade; ninguém discute. Seu cartel de títulos comprova a assertiva: são 17 campeonatos conquistados ao longo da carreira, entre eles duas Champions League, com o Porto (2004) e a Internazionale (2010).

Getty Images
José Mourinho, técnico do Real Madrid
Ganhou também títulos nacionais em três países diferentes: Portugal (Porto), Inglaterra (Chelsea) e Itália (Inter). Sem contar copas nacionais e uma UEFA.

Muito do sucesso deste português nascido há 48 anos em Setúbal vem de sua dedicação extra-campo. Mourinho é um estudioso; é um homem obcecado por literatura esportiva e de gerenciamento de grupos.

E em sua biblioteca em Madri (ele dirige atualmente o Real) há muitos livros de basquete. Sim, de basquete, pois Mourinho confessou buscar inspiração em Phil Jackson e John Wooden, falecido treinador que conquistou dez títulos no “college” dirigindo UCLA, recorde no basquete universitário norte-americano.

“Cestas Sagradas”, de Jackson, traduzido para o português, mas atualmente fora de catálogo, é um de seus livros favoritos. Bem como “Pirâmide do Sucesso”, de Wooden, também com versão em português, mas igualmente fora de catálogo. Nos dois livros, os treinadores de basquete abordam basicamente gestão.

P-Jax, como é chamado o técnico do Lakers, fala em liderança usando princípios da filosofia oriental e dos índios norte-americanos. E mostra como ele criou o Chicago Bulls de Michael Jordan, seis vezes campeão da NBA, considerado por muitos como o maior time de basquete de todos os tempos.

Wooden, como o nome do livro já diz, afirma que o sucesso, não importa qual a carreira, deve ser construído como uma pirâmide, com a colocação de blocos de pedra alicerçados em duas virtudes: empreendedorismo e entusiasmo.

P-Jax disse ser amigo de Mourinho. Já se encontraram algumas vezes. E ter seus livros na cabeceira do treinador português deixou-o envaidecido.

“É um elogio”, afirmou Jackson sobre o assunto, aproveitando para traçar um paralelo entre as duas modalidades: “Eu acho que o futebol é um jogo muito parecido com o basquete pelo fato de que você está quase sempre correndo em triângulos. É um grupo maior de jogadores, mas é semelhante ao que estamos fazendo em muitos aspectos, pois é sobre entrosamento e como fazer o jogo fluir”.

A importância que os norte-americanos dão aos treinamentos e aos treinadores é grande demais. Eles reverenciam os técnicos na mesma proporção dos grandes jogadores.

A revista “Sports Illustrated” de março passado dedicou seis páginas a Mourinho. Ele foi colocado pelos norte-americanos ao lado de ícones do esporte nos EUA como Jackson, Joe Torre (treinador e dirigente da liga de beisebol dos EUA), Bill Belichick (técnico do New England Patriots, time de futebol americano) e Mike Krzyzewski (comandante da seleção norte-americana de basquete e da Universidade de Duke).

E muito desse sucesso, como se vê, deve-se aos livros. E entre eles, literatura de basquete.

 

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