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Basquete
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Opiniões divergem sobre a convocação do americano Larry Taylor

Oscar Schmidt aprova convocação. Já Marcel Souza e Claudio Mortari dizem que chamamento do armador do Bauru é desnecessário

iG São Paulo |

A convocação do norte-americano Larry Taylor, armador do Bauru, foi a maior surpresa na lista do técnico Rubén Magnano. É a primeira vez que um jogador nascido e criado fora do Brasil veste a camisa da seleção brasileira.

[] Norminha, que brilhou com a seleção brasileira medalha de bronze no Mundial de 1970, em São Paulo, nasceu na Argentina. Mas ela veio criança para o Brasil e aqui se criou.

Oscar Schmidt, o último grande ícone do basquete brasileiro, não se mostrou contrário à convocação de Taylor. “Preferia que fosse um brasileiro, mas não vejo problema nenhum”, disse. “O que precisamos no momento é fazer o nosso basquete ressurgir. E precisamos buscar alternativas para isso. Nosso basquete tem que voltar a ocupar espaço na mídia e junto aos torcedores também”.

Marcel Souza, seu fiel escudeiro em tempos de seleção brasileira e Sírio, tem opinião diferente. “Acontece tantas coisas no basquete brasileiro que eu não me surpreendo com mais nada”, disse Marcel. “Não é possível que não haja um jogador brasileiro para ser chamado. Se o Larry fosse tão bom assim, Bauru já tinha sido campeão, pois armador ganha campeonato”.

Marcel criticou também a postura do técnico Magnano: “Ele não tem compromisso com o país. Ele olha apenas para o basquete, pois é um empregado da CBB”.

Cláudio Mortari, ex-treinador da seleção brasileira e campeão mundial com o Sírio na década de 1970, foi na linha de Marcel. “Completamente desnecessário”, disse Mortari ao saber da notícia. “Acho que o nosso basquete, pela sua tradição, pelo seu passado e pelos resultados obtidos... não sei se é por aí”.

Assim como Marcel, Mortari diz não ter nada contra Taylor. “Mas ele não tem envolvimento com o país”, disse, fazendo um paralelo com Shamell Stallworth, ala-armador do Pinheiros, que também está em processo de naturalização. “O Shamell é casado com uma brasileira, tem filhos brasileiros e está aqui há muito tempo”.

Segundo Mortari, essa não parece ser a situação Taylor, um jogador que ainda não tem um grande envolvimento com o nosso país. “A situação é muito tranquila para o estrangeiro: perdeu, vai para o aeroporto, pega o avião e vai embora”.

Larry Taylor nasceu em Chicago e tem 30 anos. Graduou-se pela Universidade de Missouri Western. Não conseguiu jogar na NBA. Depois de terminado o ciclo universitário, foi para o México, onde atuou pelas equipes de La Huacana, Durango e Mazatlan.

Está há duas temporadas no basquete brasileiro, sempre jogando pelo Bauru.

 

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