Gary Vitti diz que a cartilagem articular do atleta está comprometida, mas complicações podem ser evitadas com tratamento adequado

Há 27 anos, a junta médica do Los Angeles Lakers é liderada por Gary Vitti. Acompanhando os treinos da equipe e sentado ao lado do treinador da franquia em todas as partidas disputadas pela equipe, o profissional adquiriu um conhecimento único sobre o que acontece com o time dentro e fora de quadra.

Nesta semana, o médico conversou com o site oficial do Lakers sobre a situação física de Kobe Bryant e revelou que o jogador, desde o início da carreira na NBA sob seus cuidados, tem um problema irreversível no joelho.

“Seu problema está na cartilagem articular”, afirmou Vitti. “Kobe não tem um joelho artrítico, mas tem alguma degeneração nas juntas. Ele é um candidato a vários problemas por isso e sabemos dos tratamentos disponíveis no mundo todo. Ele terá o melhor cuidado”.

Apesar da revelação preocupante, o médico aliviou a torcida do Lakers dizendo que não só Bryant não deverá operar, mas também é um dos atletas mais resistentes que já conheceu. “Kobe é o jogador mais forte com quem já trabalhei em qualquer esporte”, disse. “Não importa o que aconteça com ele, Kobe sempre vai encontrar uma forma de jogar”.

Uma das maiores queixas do ala-armador durante a temporada foi sobre sua condição física. Por ter realizado uma cirurgia no joelho há um ano, Bryant passou a pré-temporada em recuperação e não teve a preparação adequada para o início da campanha 2010/11. Vitti concorda que isso afetou o rendimento do atleta.

“Tudo começou na pré-temporada”, falou. “Chegando ao período de preparação, nós ainda estávamos em recuperação, então Kobe estava um passo atrás o tempo todo e não teve a oportunidade de alcançar o resto do grupo. Então, quando você olha para a temporada inteira, nós vemos como o que é feito em outubro tem efeito no jogador em fevereiro, março, abril”.

O problema na cartilagem articular de Bryant é irreversível, mas o médico tem certeza que a condição física do ala-armador pode evoluir. “Nós temos que fazer algumas coisas que façam com que sinta mais confortável e explosivo com o joelho direito operado”, afirmou. “Quando chegar neste ponto, então gostaríamos de vê-lo mais em quadra, mas não perdendo tempo com coisas frívolas. Trata-se mais de gastar o tempo com qualidade e não de ter muito tempo”.


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