Publicidade
Publicidade - Super banner
Basquete
enhanced by Google
 

Medalhistas olímpicos de 1960 são homenageados em São Paulo

Evento na capital paulista celebrou os 50 anos da conquista do bronze da seleção brasileira nas Olimpíadas de Roma

Luís Araújo, iG São Paulo |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=esporte%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237882725351&_c_=MiGComponente_C

Os heróis brasileiros que conquistaram a medalha de bronze no torneio de basquete das Olimpíadas de 1960, em Roma, forma homenageados nesta quarta-feira em São Paulo. Um evento organizado pela CBB comemorou os 50 anos do pódio olímpico da seleção.

Dos 12 atletas que faziam parte daquele time, os oito que ainda estão vivos compareceram à confraternização: Amaury Pasos, Antonio Sucar, Boccardo, Édson Bispo, Jatyr, Moisés, Mosquito e Wlamir Marques. Ainda estiveram presentes os familiares de Rosa Branca e Algodão.

Os representantes de Fernando Brobró, Waldemar Blatskauskas, do técnico Kanela e do assistente Renato Brito Cunha não puderam chegar ao evento.

Em ordem alfabética, os medalhistas olímpicos foram chamados para receber suas homenagens. E todos tiveram a chance de falar no microfone palavras que há muito tempo queriam dizer.

Divulgação
Integrantes da seleção de 1960 são homenageados pela conquista do bronze

O primeiro foi Amaury, que disse estar bastante emocionado com a lembrança da conquista. Demonstrou alegria ao reencontrar os companheiros e lembrou-se com carinho daqueles que não puderam estar presente na cerimônia.

Mas aproveitou também para fazer um pedido especial: "Peço aos patrocinadores que invistam no esporte das escolas públicas, para que os jovens mais carentes tenham oportunidades e se mantenham longe das drogas".

A mesma linha de discurso foi adotada por Waldyr Boccardo: O basquete tem que ser praticado é na escola. Crianças pobres não têm condições de entrar nos clubes porque não são sócias.

Já Édson Bispo abordou o valor que o bronze representa. "Pode parecer que não tem muito valor hoje, mas é uma das duas únicas medalhas conquistadas pelo Brasil nas Olimpíadas de 1960, o que mostra a dificuldade que tivemos".

Quem mais aproveitou o microfone para discursar sobre temas que precisavam vir à tona foi Wlamir Marques. Um dos principais jogadores da história do basquete brasileiro reconheceu que a homenagem aos heróis do passado estava muito bonita, mas que era necessário fazer algumas queixas.

A primeira delas foi com relação ao tempo que levou para que a seleção fosse reconhecida. Esperar 50 anos é muita coisa, nós já estamos indo embora. Quatro já se foram, sobraram oito ainda com saúde.

Em seguida, revelou uma promessa esquecida pelo governo federal na homenagem realizada na capital federal, no ano passado, referente aos 50 anos da conquista do Mundial de 1959.

Fomos recebidos pelo presidente (Lula) e pelo ministro dos Esportes (Orlando Silva) em Brasília e nos fizeram uma promessa, contou Wlamir. Prometeram que passaríamos a receber uma ajuda de custo, assim como acontece com os jogadores de futebol que foram campeões mundiais. E não houve nada disso. Estamos esperando por uma resposta até hoje e sabemos que ela nunca virá.

Decorrido meio século de um dos momentos mais gloriosos da história do basquete brasileiro, pode-se dizer que todos aqueles que integraram a seleção e que puderam comparecer à homenagem da CBB estavam bastante contentes com o reconhecimento. Só não precisavam ter esperado tanto tempo.

Daqui pra frente, quando tiver uma nova conquista, não esperem chegar a 50 anos para fazer homenagem, declarou Wlamir. A cada dez anos já está bom.

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG