Ala-armador do Toronto Raptors revela que pivô quer defender o país, mas questões físicas e familiares impedem sua presença

A equipe brasileira que se prepara para o Pré-Olímpico tem três desfalques: além do lesionado Anderson Varejão , Leandrinho Barbosa e Nenê Hilário pediram dispensa do time de Rubén Magnano. Apesar de o pivô ter optado por não defender o Brasil, o ala-armador do Toronto Raptors sai em sua defesa e diz que o colega se emociona ao falar da seleção.

"Ele fica triste com a situação", disse Leandrinho, em entrevista ao jornal "Lance!". "Infelizmente, o Nenê teve muitos problemas. Depois de tudo o que passou com o negócio do câncer, ele se sentiu na obrigação de ficar com a mulher dele, que está grávida. Eu entendo a situação dele, mas é difícil para as pessoas de fora entenderem".

Nenê não defende a camisa do Brasil desde 2007. Neste ano, mais uma vez, o pivô pediu dispensa da seleção brasileira, que já está concentrada para a disputa do Pré-Olímpico das Américas, no qual irá em busca da vaga nos Jogos Olímpicos de Londres-2012.

"O Nenê ficou muito triste de não ter conseguido ir para o Mundial (da Turquia do ano passado, por causa de lesão)", revelou o ala-armador. "Ele tem mágoa muito grande disto. A gente começa a falar de seleção e ele começa a chorar. Ele chora muito e, na maioria das vezes, eu estou do lado dele. Ele tem muita vontade de estar com a seleção".

Falando sobre sua situação na equipe de Magnano, Leandrinho acredita que possa sofrer represálias da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) por ter pedido dispensa do Pré-Olímpico das Américas.

"Lógico que pode acontecer (uma represália)", falou. "Não tenho medo, mas isso pode ocorrer. Só que, mesmo que aconteça, torcerei. Se não me quiseram entre os 12, beleza. Mas, se puder estar somando com o grupo, mesmo como reserva, não tem problema".

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