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Kobe Bryant admite xingamento homofóbico em jogo diante do Spurs

Atitude gerou manifestações de entidades nos EUA. Jogador se desculpou nesta quarta-feira, mas NBA pode suspendê-lo

iG São Paulo |

Ao tomar a uma falta técnica na vitória desta terça-feira contra o San Antonio Spurs, Kobe Bryant dirigiu-se enfurecido para o banco de reservas do Lakers, deu um murro na cadeira e ao sentar-se virou-se para o árbitro Bennie Adams (que marcou a infração) e gritou: “Bennie! Seu viado do c...”.

nullO lance ocorreu no terceiro quarto do jogo e foi captado pelas câmeras da TNT, emissora a cabo que transmitiu a partida para todo o território norte-americano. O palavreado do jogador causou constrangimento para os profissionais que trabalhavam na cobertura do jogo, a ponto de Steve Kerr, um dos comentaristas e ex-jogador, ter dito: “É melhor tirarmos as crianças da sala”.

Na tarde desta quarta-feira, Kobe admitiu o xingamento homofóbico e fez uma declaração por escrito na qual disse: “O que eu falei ontem à noite não deve ser tomado literalmente. Eu estava no calor do jogo e frustrado. Ponto final. As palavras expressadas NÃO refletem os meus sentimentos para com as comunidades de gays e lésbicas e não tive a intenção de ofender ninguém”.

Antes de seu pronunciamento, no entanto, o jogador foi duramente criticado por entidades que lutam pelos direitos das minorias.

A “Human Rights Campain”, a maior organização dos EUA contrária à transgressão dos direitos de gays, lésbicas e bissexuais, emitiu um comunicado que diz: “Que vergonha para Kobe Bryant usar uma linguagem horrivelmente ofensiva e de mau gosto, especialmente quando milhões de pessoas estão assistindo. Esperamos que o Sr. Bryant reconheça isso com uma pessoa famosa e de influência. O uso da linguagem não ofende apenas milhões de pessoas LGBT em todo o mundo, mas também perpetua uma cultura de discriminação e ódio que todos nós, principalmente Bryant, deveria estar trabalhando para erradicar. Bryant e o Lakers têm a responsabilidade de falar sobre o assunto imediatamente. A América está assistindo”.

A Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD), outra entidade representativa nos EUA, emitiu igualmente um comunicado após o comentário de Kobe. Assinado por Jarrett Barrios, seu presidente, o texto diz: “Insultos discriminatórios não têm lugar dentro ou fora da quadra. Jogadores de esportes profissionais precisam dar um melhor exemplo para os jovens que usam palavras como esta nos playgrounds (quadras públicas) e em nossas escolas, criando um clima de intolerância e hostilidade”.

O assessor de imprensa da NBA, Tim Frank, disse que o vídeo já está em poder da liga, que vai analisá-lo para decidir se vai punir ou não o jogador. Um assessor do Lakers, em um comunicado, afirmou: “Nós não vimos o vídeo, de modo que seria inadequado comentarmos sobre isso”.
 

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