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Basquete
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Julio Lamas admite dificuldade de renovação na seleção argentina

Técnico reconhece que a missão de substituir jogadores com o talento de Manu Ginobili e Luis Scola será bastante complicada

Luís Araújo, iG São Paulo |

O Obras Sanitarias comemorou o título do Torneio Interligas nesta quinta-feira ao derrotar o Pinheiros em São Paulo por 80 a 77. O técnico do time campeão é Julio Lamas, que assumiu o comando da seleção argentina no final de 2010, após a saída de Sergio Hernandez.

Esta não é a primeira vez que Lamas exerce este cargo. Em 1998, levou a Argentina ao oitavo lugar do Mundial. Nesta segunda passagem, terá a missão de dirigir a seleção nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

Antes, no entanto, precisará garantir uma das duas vagas disponíveis no Pré-Olímpico das Américas, que será disputado em solo argentino entre os meses de agosto e setembro deste ano. E para que este objetivo seja atingido, Lamas espera ter à disposição todos os principais jogadores do país.

“Não penso muito na possibilidade de desfalques neste momento por conta dos meus compromissos com o Obras Sanitarias, mas desejo disputar o Pré-Olímpico com força máxima”, disse Lamas. “Temos ainda três meses pela frente, tudo vai depender do que acontecer até lá”.

Lamas será técnico da seleção argentina até as Olimpíadas de 2012, com a possibilidade de prolongamento do acordo. Se permanecer no cargo depois disso, sabe que o desafio para os anos seguintes será ainda maior: o de promover a renovação na equipe nacional.

Isso porque a mais vitoriosa geração do basquete argentino, que brilhou ao longo da última década e que subiu no pódio nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos (ganhou o ouro em 2004 e o bronze em 2008), está envelhecendo. Jogadores como Manu Ginobili, Luis Scola, Andres Nocioni e Fabrício Oberto já passaram dos 30 anos de idade e irão se despedir da seleção em 2012.

“Será uma tarefa complicada, pois essa safra de jogadores é extraordinária”, constatou Lamas. “O melhor armador da história do basquete argentino é Manu Ginobili, e o segundo melhor é Carlos Delfino. O melhor ala-pivô que já tivemos é Luis Scola e o melhor pivô é Fabrício Oberto. Por isso, é difícil seguir com o mesmo nível de talento”.

A capacidade individual dos atletas das próximas gerações, de fato, dificilmente será a mesma dos atletas que colocaram a Argentina entre as potências do basquete nos últimos anos. Mas a forma de lidar com estes jogadores será mantida.

“O que queremos fazer é seguir com o mesmo estilo de trabalho e de jogo", afirma Lamas. "E não devemos depreciar os que virão depois destes jogadores se não tiverem o mesmo talento, mas devemos fazer com que rendam tudo o que puderem”.

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