Futuros novatos da liga estudam o que fazer caso o próximo campeonato não seja realizado por conta do possível 'lockout'

Os jogadores inscritos no NBA Draft deste ano estão cientes da possibilidade de greve que ameaça a liga a partir do dia 1º de julho, dia seguinte do fim do atual acordo de trabalho coletivo entre a liga e a associação dos atletas. Alguns deles já fazem planos caso realmente ocorra um atraso no início do próximo campeonato ou mesmo a sua não-realização.

“Sabemos que haverá greve, mas não sabemos ao certo quanto tempo ela vai demorar ou o que vai acontecer exatamente”, disse Kawhi Leonard, ala da universidade de San Diego State. “Vou manter o foco em mim mesmo e tentar melhorar”.

Chris Singleton, ala de Florida State, também vai treinar individualmente, mas revelou o desejo de concluir o seu curso. “Restam apenas 21 horas”, contou o jovem atleta. “O estudo é muito importante pra mim. Minha mãe sempre pregou isso e sei que preciso terminar porque sou o primeiro na minha família a fazer faculdade”.

Terminar os estudos é uma missão já cumprida por Chandler Parsons. O ala de Florida se formou no início do mês em telecomunicações. Mas se a greve na NBA realmente atrasar o início das atividades das equipes para a temporada 2011/12, ele ainda não sabe ao certo o que fazer.

“Neste momento, você só pensa em ser recrutado e encontrar um time”, disse Parsons, projetado para ser escolhido na segunda rodada do NBA Draft. “Depende da situação que você se encontra. De qual posição você será chamado, do que a organização e o seu agente querem que você faça”.

Os três estão em Chicago, onde 54 atletas participantes do NBA Draft de 2011 se encontram para uma série de treinamentos.

A última vez que a greve entre a liga e os jogadores atrasou o início da temporada foi em 1998/99, fazendo com que a fase classificatória do campeonato fosse reduzida a 50 partidas — ao invés dos 82 jogos tradicionais.

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