Jogadores brasileiros da NBA pediram dispensa da seleção de basquete alegando motivos particulares

O Brasil está afastado dos Jogos desde Atlanta-1996, quando ainda contava com Oscar Schmidt. Irritado com os pedidos de dispensa de Nenê e Leandrinho, o ex-jogador aposta na classificação da seleção para Londres-2012 no Pré-Olímpico da Argentina.

"O Brasil tem uma chance única e me arrisco a dizer que se classificará para a Olimpíada. Mesmo sem contar com três grandes jogadores. O Nenê e Landrinho não quiseram jogar e isso me irrita demais. Já o Varejão está machucado. Ele cometeu seus erros, passou por cima e quer jogar na seleção. Tiro o chapéu para essa atitude", disse o atual comentarista da Rede Record em seu blog.

O técnico Ruben Magnano convocou os três jogadores da NBA para o torneio, mas Nenê (Denver Nuggets) e Leandrinho (Toronto Raptors) alegaram motivos particulares para pedir dispensa. Lesionado, Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) se apresentou apenas para formalizar seu corte. Assim, Thiago Splitter (San Antonio Spurs) será o único entre os que jogam nos Estados Unidos.

"Temos um dos melhores técnicos da história e uma seleção que quer ir para a Olimpíada, mais do que nunca. Com esses três ótimos jogadores, a fotografia do time seria outra. Infelizmente, não os temos, mas estamos mostrando que podemos jogar sem os melhores. O Brasil pode até ser campeão do Pré-Olímpico", disse Oscar, que priorizou a seleção em detrimento da NBA durante a carreira.

O Pré-Olímpico que será disputado em Mar del Plata a partir do próximo dia 30 de agosto seleciona duas equipes para Londres-2012. Como os Estados Unidos, atuais campeões mundiais, já estão classificados, Brasil e Argentina são os principais candidatos.

"O Brasil, em comparação com os outros Pré-Olímpicos, tem muito mais chance", observou Oscar. Ele elogiou a preparação da seleção ao citar as recentes vitórias no Super Four da Venezuela e nos amistosos contra o México. Se reconheceu a superioridade da Argentina, lembrou que jogar em casa nem sempre é vantajoso.

"O Brasil está jogando como o melhor time das Américas, massacrando todo mundo, só falta provar a Argentina e Porto Rico. A Argentina tem um time superior ao nosso, mas é difícil jogar em casa. Se o jogo não engrena, a bola fica pesada, escorregadia, quente, não cai e vem a cobrança da torcida em cima", ponderou.

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