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Basquete
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Heróis de 1960 relembram trajetória da seleção nas Olimpíadas romanas

Brasileiros que participaram da conquista do bronze há 50 anos recordam-se da caminhada do time durante a competição

Luís Araújo, iG São Paulo |

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A cerimônia que homenageou os 50 anos da conquista da medalha de bronze da seleção brasileira nas Olimpíadas de Roma fez despertar nos integrantes daquela equipe recordações da trajetória rumo ao terceiro lugar da competição. Lembranças de um tempo em que o Brasil incomodava os gigantes do basquete mundial.

Fazíamos parte da elite naquela época, afirmou Amaury Pasos, que destacou a força dos times que terminaram a disputa à frente do Brasil. Os EUA tinham um time muito forte naquele campeonato, que foi considerado o primeiro Dream Team deles, formado por atletas que se destacaram na NBA. Já União Soviética representava o que hoje são vários países. Era muito difícil.

O Brasil superou todos os seus seis primeiros adversários na caminhada rumo ao terceiro lugar dos Jogos de 1960. Na primeira fase, ganhou de Porto Rico, União Soviética e México. Na segunda fase, bateu Itália, Polônia e Tchecoslováquia.

No quadrangular final, que decidiu o posicionamento das seleções na competição, perdeu para a União Soviética e caiu diante da fortíssima seleção norte-americana, que contava com nomes que tiveram passagem de bastante brilho pela NBA, como Jerry West, Oscar Robertson, Bob Boozer e Jerry Lucas.

Getty Images
Seleção dos EUA de 1960 foi homenageada pelo Hall da Fama do basquete em 2010

Perdemos apenas para EUA e União Soviética, e este último jogo ainda foi roubado, conta Wlamir Marques. O placar estava empatado com menos de 30 segundos para o fim. O Amaury me fez o passe e eu ia fazer a cesta que nos colocaria em vantagem. Quando eu já estava em progressão, o árbitro parou o jogo e inverteu a posse de bola.

Este mesmo episódio é contado também por Édson Bispo: A lembrança que tenho é triste porque poderíamos ter voltado com a medalha de prata, não fosse o erro de arbitragem nos segundos finais. E nós já tínhamos vencido-os na primeira fase.

Os ex-jogadores sentem que poderiam ter voltado da Itália com a medalha de prata. Mas, por outro lado, reconhecem que não teriam condições de tirar o ouro das mãos dos EUA. E é exatamente o jogo contra os norte-americanos que Wlamir julga ter sido o mais marcante do campeonato.

Foi a primeira vez que vi uma defesa marcando a linha da bola, afirmou o ex-atleta. Passamos a jogar no improviso, usando bastante o um contra um. E acabou sendo a minha melhor partida: fiz 26 pontos.

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