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Basquete
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Grant Hill critica comentários de Jalen Rose em um documentário

Comentarista da TNT diz que negros que atuavam em Duke em sua época eram "subservientes"

iG São Paulo |

O ala Grant Hill, do Phoenix Suns, publicou nesta quarta-feira uma carta aberta no jornal “The New York Times” criticando os comentários feitos pelo ex-jogador Jalen Rose, hoje comentarista de basquete na ESPN. Rose teria ofendido os jogadores negros que entravam para o time da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, da qual Hill fez parte.

Getty Images
Grant Hill jogando por Duke, quando foi bi-campeão nacional
Fazendo menção ao tempo em que ambos foram jogadores universitários, no início da década de 1990, Rose afirmou em um documentário que os negros que entravam no time de Duke seriam “negros subservientes”. O comentarista, que ao lado do também ex-jogador Chris Webber foi atleta da Universidade de Michigan, afirmou odiar Duke por questões raciais.

“Eu odiava Duke e todos os seus princípios”, disse Rose. “Escolas como Duke não recrutavam rapazes como eu. Parecia que os únicos jogadores negros que eles recrutavam eram negros ‘Pai Tomás’ (expressão do inglês "Uncle Tom", que faz alusão ao personagem da literatura americana, hoje usada como termo pejorativo que remete a um negro subserviente)”.

Na carta, Hill defendeu a si e a seus companheiros do time de Duke. “Meus companheiros de time em Duke – brancos e negros – eram um bando de irmãos que se uniram e jogaram um basquete do mais alto nível, sob o comando do melhor treinador que há no basquete (Mike Krzyzewski). Eu conheci quase todos os negros que vieram antes e depois de mim em Duke. Todos eles contribuem para a nossa tradição de excelência na quadra”.

O atleta do Suns continuou a defender os atletas negros que fizeram parte da história dos Blue Devils. “É insultante e ignorante dizer que homens como Johnny Dawkins (treinador da Universidade de Stanford), Tommy Amaker (treinador da Universidade de Harvard), Billy King (gerente geral do New Jersey Nets), Tony Lang (treinador no basquete japonês), Thomas Hill (dono de um pequeno negócio no Texas), Jeff Capel (ex-treinador nas universidades de Oklahoma e de Virginia Commonwealth), Kenny Blakeney (assistente técnico em Harvard), Jay Williams (comentarista da ESPN), Shane Battier (do Memphis Grizzlies) e Chris Duhon (do Orlando Magic) venderam sua raça”.

Hill foi rival de Rose e de Webber desde quando eles tinham 13 anos. Os dois últimos formaram em Michigan o "Fab Five" (“Fabuloso Quinteto”), considerado pelo próprio Hill um “fenômeno cultural que impactou o país de uma maneira permanente e positiva”. Michigan chegou a duas finais do torneio nacional universitário enquanto Rose e Webber por lá estiveram, 92 e 93, mas perdeu ambas, a mais recente para Duke. Esta, por sua vez, foi bicampeã na passagem de quatro anos de Hill, vencendo em 91 e 92.

Hill terminou sua carta alfinetando os rivais daquela época. “Tenho orgulho de minha família. Tenho orgulho dos meus campeonatos e dos meus companheiros em Duke. E tenho orgulho de jamais ter perdido um jogo para o ‘Fab Five’”.

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