Atuação brilhante de Marcus Jordan dá título à Universidade de Central Florida, pouco acostumada a momentos de glória na NCAA

Central Florida não é nem de longe um dos times mais tradicionais do basquete universitário norte-americano, mas a situação parece mais animadora nesta temporada. Na última quinta-feira, ganhou o título do UFC Holiday Classic ao bater Princeton na final por 68 a 62 comandado por uma bela atuação de um jogador cujo sobrenome é bastante conhecido no esporte: Marcus Jordan.

O ala-armador de 1,91m é filho do maior jogador de basquete de todos os tempos, Michael Jordan. E foi tão decisivo para a vitória do seu time como o pai costumava ser quando jogava na NBA. Marcus foi o cestinha da partida com 26 pontos – 22 deles foram anotados durante a segunda metade, quando Central Florida conseguiu a virada no marcador.

O jovem atleta brilhou nos dois lados da quadra. Dan Mavraides marcou 18 no primeiro tempo e vinha sendo o destaque de Princeton no jogo. Mas Jordan ficou encarregado de marcá-lo no retorno do intervalo e o limitou a apenas dois pontos durante toda a segunda metade.

Donnie Jones, treinador de Central Florida, julga que a postura de Jordan na defesa no segundo tempo foi tão importante para que a equipe celebrasse a vitória quanto os 22 pontos anotados por ele no ataque.

Marcus Jordan (esq) é cumprimentado por A.J. Rompza durante a vitória de Central Florida
AP
Marcus Jordan (esq) é cumprimentado por A.J. Rompza durante a vitória de Central Florida
“Marcus fez 26 pontos, o que é um feito inacreditável, mas o incrível mesmo foi o que ele fez defensivamente”, comentou Jones. “Fiz um desafio aos jogadores no intervalo: nós passaríamos à frente logo nos cinco primeiros minutos do segundo tempo ou eu faria substituições. E ele certamente fez a sua parte”.

Mavraides, que sofreu para atacar no fim do jogo, também enalteceu o desempenho de Jordan: “Ele acertou alguns arremessos no começo do segundo tempo e você podia ver que ele estava começando a ficar bastante confiante. Acredito que fizemos uma boa marcação em cima dele, mas ele conseguiu converter alguns tiros muito difíceis”.

Jordan teve que suportar dores no tornozelo durante a partida, as mesmas que haviam o deixado no banco de reservas nos jogos anteriores. Quem teve a oportunidade de vê-lo em ação contra Princeton não imagina o quanto a região dolorida o incomodava naquele momento.

“O tornozelo estava me matando durante todo o jogo, mas eu fiquei falando para mim mesmo que deveria passar por cima disso”, conta.

Invicta até o presente momento na temporada, Central Florida ocupa a 19ª posição no ranking da AP que lista as melhores equipes do basquete universitário dos EUA. Pode parecer um feito pouco representativo, mas não para esta universidade, que foi indicada neste ranking pela primeira vez em toda a sua história.

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