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Basquete
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Federação Paulista se exime de culpa na morte de Laurence Young

Diretor da FPB afirma que responsabilidade de providenciar acompanhamento médico diário aos atletas é das equipes, não da federação

Luís Araújo, especial para o iG, em São Paulo |

A FPB (Federação Paulista de Basquete) se eximiu de qualquer parcela de culpa pela morte do norte-americano Laurence Scott Young , que defendeu o Internacional/Santos nesta edição do Campeonato Paulista. Jorge Bauab, diretor da federação, disse que a responsabilidade de providenciar assistência médica aos jogadores é dos respectivos times.

“Cabe às equipes providenciar acompanhamento médico diário para seus atletas, não à federação”, declarou o diretor. “Nós pressupomos que os times ofereçam isso aos jogadores, mas não podemos exigir isso legalmente, a não ser durante os jogos”.

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O Internacional/Santos não conta com um médico que acompanhe diariamente as atividades da equipe. Assim, a progressão da doença que vitimou Laurence passou batida, tanto que o atleta chegou ao hospital já em estado grave e foi encaminhado diretamente à UTI . Isso tudo apenas cinco dias depois de ter entrado em quadra pela última vez.

Bauab explica que todas as equipes têm que entregar à federação um laudo médico que comprove que seus atletas reúnem condições clínicas de jogo. Essa é a única exigência feita pela entidade. Segundo o diretor, o caso será discutido e novas medidas para evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer um dia serão estudadas.

“Não sei ainda o que será feito, mas nós certamente discutiremos isso”, afirmou Bauab. “Chamaremos todos os diretores e convidaremos médicos e advogados para ver o que eles aconselham e saber quais providências são permitidas legalmente colocarmos em prática. Isso certamente será debatido, todos os aspectos desta questão serão estudados. O que aconteceu é muito sério, algo precisa ser feito”.

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Assim como ocorre na equipe de Santos, Bauru também não conta com um médico que dedica suas atenções exclusivamente ao time. Mas o acompanhamento é feito de maneira mais próxima, pelo menos de acordo com o que afirma o técnico Guerrinha.

“Temos convênio médico e dentário com a Unimed. Fazemos avaliação clínica dos jogadores já no início da temporada e realizamos exame de sangue de dois em dois meses, até para medir o nível de cansaço dos atletas”, revelou o treinador. “Há um médico presente em todos os jogos e, sempre que possível, também nos treinos. E se for necessário algum tipo de exame, o jogador é encaminhado imediatamente”.

Ala da equipe de Jacareí (último adversário que Laurence enfrentou), Vinícius Pastor concorda que os times deveriam contar com médicos sempre à disposição dos seus respectivos jogadores, mas admite: "Infelizmente, não é isso o que acontece".

Não se sabe ao certo o que a federação fará para intensificar, de maneira geral, a assistência médica dos times para com seus atletas. Mas a visão dos jogadores é a de que algo vai ter que ser feito. “Espero que essa fatalidade sirva de exemplo sobre a importância do acompanhamento médico no esporte de alto rendimento e que acontecimentos como esses não se repitam”, disse Pastor.

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