Publicidade
Publicidade - Super banner
Basquete
enhanced by Google
 

Ex-ídolo da seleção não perdoa ausência de Nenê e Leandrinho

Pivô titular nos anos 70, Marquinhos diz que time de Rúben Magnano sairá ganhando sem as estrelas da NBA

Marcelo Laguna, iG São Paulo |

A decisão do pivô Nenê Hilário e do armador Leandrinho Barbosa em pedirem dispensa da seleção brasileira masculina de basquete que disputará o Pré-Olímpico das Américas no final de agosto continua causando polêmica. O ex-pivô Marquinhos, titular da seleção nos anos 70 e início dos 80 e com três Olimpíadas no currículo (Munique-72, Moscou-80 e Los Angeles-84) não se conforma com a opção dos astros da NBA em não defender a seleção.

“É claro que são dois jogadores importantes, mas precisamos enaltecer quem está lá e mostrar que o basquete brasileiro não depende apenas dos dois. Eles não irão fazer falta”, disse Marquinhos, durante evento realizado no consulado geral britânico de São Paulo na última quarta-feira, para marcar um ano para os Jogos Olímpicos de Londres.

Para o ex-pivô da seleção, todo o processo foi mal conduzido pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete), que deveria ter administrado melhor o caso. “O Leandrinho está há um bom tempo aqui no Brasil, até atuou como comentarista de TV. Por que não sentaram com ele e resolveram tudo? Da mesma forma que com o nenê”, disse Marquinhos, sem, contudo, isentar os atletas de culpa. “Se eles não estão a fim de jogar, paciência. Há uma diferença de postura muito grande neles em comparação com o Ânderson Varejão e o Tiago Splitter”, afirmou Marquinhos.

Mas nem a ausência de dois dos principais jogadores do basquete brasileiro deixa o ex-pivô pessimista sobre as chances do Brasil no Pré-Olímpico, que está marcado para a cidade de Mar del Plata e tem em disputa duas vagas para o torneio masculino de basquete das Olimpíadas de Londres . “Na verdade, acho que eles não farão falta alguma. Os jogadores costumam se dedicar ainda mais nestas adversidades e acredito que esta crise toda irá fortalecer demais o grupo que está treinando”, explicou.

Americano rejeitado

Marquinhos também mostrou descontentamento com a opção do técnico da seleção, o argentino Rúben Magnano, ter convocado o ala/armador americano Larry Taylor, que só não permaneceu no grupo pelo fato de seu processo de naturalização no Brasil ter sido negado . “Achei que forçaram a barra. O Shammell está há seis anos tentando a naturalização e ainda não conseguiu”, afirmou. “Seria melhor apostar em alguma promessa e trabalhar este jogador para os Jogos de 2016, no Rio, do que optar em chamar um estrangeiro. O basquete do Brasil não precisa disso”, afirmou o ex-pivô.

Leia tudo sobre: marquinhosnenêleandrinholondres 2012olimpíadas

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG