UConn não perde desde 2008. Seu treinador é Geno Auriemma, que comandou a seleção norte-americana no Mundial da República Tcheca

Connecticut segue dominando todas as outras equipes no basquete universitário feminino nos EUA. Com a vitória sobre Pacific por 85 a 42, nesta terça-feira, a escola atingiu a marca de 90 vitórias consecutivas, uma invencibilidade que há muito tempo não se via no basquete norte-americano.

Esta é a maior série de vitórias seguidas de um time universitário desde os 88 jogos de invencibilidade da equipe masculina de UCLA. A escola de Los Angeles era comandada na época pelo lendário técnico John Wooden, morto neste ano, e o feito se deu entre os anos de 1971 e 1974.

A última derrota de UConn, como a escola é conhecida, aconteceu há mais de dois anos. O time feminino perdeu para Stanford e de lá pra cá venceu tudo o que disputou.

Destaque de UConn, Maya Moore (dir) fez parte da seleção dos EUA no Mundial tcheco
Divulgação
Destaque de UConn, Maya Moore (dir) fez parte da seleção dos EUA no Mundial tcheco
O responsável por treinar este vitorioso elenco de Connecticut, atual bicampeão da NCAA (a entidade que rege o esporte universitário nos EUA), é Geno Auriemma, o mesmo que comandou a seleção norte-americana à conquista do Mundial da República Tcheca neste ano.

Auriemma não é o único representante de Connecticut no título mundial dos EUA. A jovem ala Maya Moore era a única das 12 atletas do grupo campeão que não atua na WNBA. Principal nome da universidade, ela ganhou o prêmio de melhor jogadora (“Most Outstanding Player”) do Final Four do campeonato deste ano.

Esta sequência, no entanto, não é a maior na história do basquete universitário feminino norte-americano. Entre os anos de 1953 e 1958, o time feminino da Universidade de Wayland Baptist saiu de quadra vitorioso por 131 partidas consecutivas.

A incrível sequência da escola de Plainview, interior do Texas, resultou em quatro títulos consecutivos e rendeu ao seu então treinador, Harvey Redin, uma indicação ao Hall da Fama do Basquete Feminino em 1999.

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