Comissário, como é chamado, afirmou também que nesse espaço de tempo a Europa terá mais de uma franquia na liga

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Em entrevista à agência noticiosa Reuters, o comissário David Stern, presidente da NBA, deu duas declarações polêmicas nesta quinta-feira. Disse ele: Se me perguntarem se estarei dirigindo a liga daqui a dez anos eu direi que não. Se me perguntarem se haverá franquias da NBA na Europa em dez anos, eu direi que sim.

Stern comanda a NBA desde 1984; ou seja, há 26 anos. Pegou uma liga falida, com jogadores associados às drogas e com a televisão distante do esporte. Nesses período, mudou tudo isso. A NBA atualmente globalizou-se, seus jogadores são milionários e dificilmente se vê atletas relacionados com drogas.

Nesses 26 anos comandando a NBA, Stern sempre manteve vivo o sonho de criar franquias na Europa e expandir os tentáculos da maior liga de basquete do planeta para o maior mercado consumidor depois dos EUA. Seu desejo é ter mais de uma equipe no continente europeu.

Precisamos analisar o mercado para ver quem nos quer e se existe disponibilidade no calendário (dos times europeus) para 41 partidas em casa, disse Stern. Além disso, há a questão do preço dos ingressos que tem que atender as nossas necessidades.

Aos 68 anos, Stern disse estar empolgado com a possibilidade de ver times da Europa disputando o campeonato.  Quando isso ocorrer, tenho certeza de que teremos várias equipes, o que facilitará as viagens.

Ir até a Europa para apenas uma partida, segundo Stern, seria muito dispendioso para as franquias. Por iss, o ideal é ter pelo menos duas equipes no continente europeu.

Salários

Na mesma entrevista, David Stern voltou a afirmar que os jogadores devem reduzir seus salários para a próxima temporada. O comissário afirmou que a liga teve prejuízo de US$ 370 milhões na temporada passada e que nesta o cenário é igualmente desanimador.

O sistema produziu um fundo financeiro extraordinário para nossos jogadores, cuja média salarial (por temporada) excede os US$ 5 milhões, disse Stern. Há que se ter um reajuste nesse sistema. Os jogadores ficam com 57% do montante arrecada em uma temporada; a NBA quer dividir esta quantia.

Se não houver acordo, uma nova greve vai ocorrer na NBA. A única vez que isso ocorreu foi na temporada 1998/99, quando metade da competição não foi jogada.

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