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Carmelo Anthony é o mais requisitado na coletiva do "All-Star"

Todos queriam saber sobre a possível saída do atleta do Denver Nuggets. Outros astros, como Kobe, também foram muito requisitados

Fábio Sormani, em Los Angeles |

LOS ANGELES — Nesta sexta-feira, como previsto, ocorreu a entrevista coletiva dos jogadores e treinadores que vão participar do “All-Star Game” no próximo domingo. Foi dividida em duas partes. Cada uma delas durou meia hora.

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Carmelo Anthony com a camisa do Nuggets
Na primeira parte estavam Kobe Bryant e Carmelo Anthony. Na segunda, LeBron James e Derrick Rose. Foram as quatro mesas mais concorridas do dia. Kevin Garnett também foi bastante solicitado, bem como Dwight Howard; mas não como as quatro estrelas mencionadas acima.

Mas das quatro grandes estrelas da NBA na atualidade, Carmelo foi a mais procurada. Afinal de contas, o ala do Denver Nuggets, companheiro do brasileiro Nenê Hilário, está na mira de três times neste momento: New Jersey Nets, New York Knicks e também do Los Angeles Lakers.

Pra onde ele vai? Ninguém sabe. O prazo de trocas termina na próxima quinta-feira, dia 24 de fevereiro. Comenta-se que o jogador vai se encontrar com o “staff” do Nets durante este final de semana aqui em Los Angeles.

Vai mesmo?

“Não sei de nada”, esquivou-se Anthony. Não sabe de nada sobre o encontro com o New Jersey e nada sabe também quanto ao futuro. “Estou aqui para me divertir”. Discurso pronto, driblou a todos os repórteres. “Estou pronto para o que vier”. Foi o que de melhor ele falou.

Foi, disparadamente, a mesa mais concorrida. Sim, mesa, pois os jogadores foram acomodados cada um em uma grande mesa redonda. Mas para que os jornalistas soubessem onde cada um ia ficar, de modo a se posicionar antecipadamente (especialmente os câmeras de televisão), um prisma com o nome do atleta era colocado na mesa.

Carmelo chegou vestindo uma calça jeans cinza-chumbo com tênis branco. Trajava um suéter cinza claro por cima de uma camisa xadrez em cinza e branco. E usava também uma gravata de jacquard em tonalidade cinza.

Prenúncio de seu futuro? Melo estava tranquilo, sabe que algum contrato milionário será posto sobre a mesa para ele assinar. Portanto, seu futuro, definitivamente, não será cinzento.

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Kobe na conletiva
Nesta primeira parte de entrevistas, a mesa de Kobe foi a segunda mais concorrida. Seria, obviamente, a mais concorrida se Carmelo não vivesse este momento de indefinição quanto ao seu futuro.

Quanto a Kobe, a maioria dos jornalistas queria saber do jogador do Lakers o que o futuro reserva para a equipe nesta temporada. Perguntas que deveriam ter sido feitas após as derrotas para Charlotte Bobcats e Cleveland Cavaliers, mas que não puderam ser feitas porque Kobe simplesmente não apareceu para as entrevistas, irritado que esteve com as duas derrotas inesperadas.

As respostas do ala-armador do Lakers não foram contundentes e nem reveladoras. “O time tem que trabalhar dobrado para sair dessa”, disse um Kobe bem menos mal humorado.

E foi falando, falando e falando. E sempre a mesma coisa.

Já com LeBron os assuntos eram mais variados. Talvez por conta do ótimo humor que o ala do Miami demonstrava. Usava óculos escuros — o único atleta com óculos escuros dentro do salão. Um suéter vermelho berrante e calças pretas que faziam par com a camisa. Nos pés, tênis da Nike, sua patrocinadora.

A pergunta que eu mais gostei foi de um repórter americano que queria saber de LeBron quem ele gostaria que interpretasse seu papel se um dia um filme fosse feito contando sua vida. “Will Smith ou Denzell Washington”, respondeu LBJ, como o jogador também é chamado.

Se as mesas de Carmelo, Kobe, LeBron e Rose eram concorridas, havia outras cuja clientela não era nada animadora. Joe Johnson, ala-armador do Atlanta Hawks, falava para meia dúzia de gatos pingados. O mesmo para seu companheiro de time Al Horford. Deron Williams, armador do Utah Jazz, também não atraiu muita gente, bem como Paul Pierce, ala do Boston Celtics, o que me causou surpresa.

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Mesa de LeBron James na coletiva
Esse tipo de evento, onde existe um batalhão de repórteres, cada um acaba perguntando o que mais lhe convém e, por isso mesmo, não há uma uniformidade nos assuntos. Isso acaba por deixar entediado o entrevistado. Pierce, por exemplo, era econômico nas respostas. Talvez por isso sua mesa não tinha muitos adeptos.

Há situações engraçadas também. Um repórter da Nigéria, por exemplo, pediu para Derrick Rose fazer uma saudação para o povo africano. Rose atendeu gentilmente o pedido. O pior é que não ficou bom e o cara pediu pra ele gravar a mensagem novamente. E Rose saudou uma vez mais o povo nigeriano.

Kevin Garnett teve que fazer o mesmo para uma televisão da França. Ficou muito boa a saudação. Mas se não tivesse ficado, não haveria uma segunda chance para o francês, pois Garnett gravou, bateu continência diante da câmera e se mandou.

De qualquer maneira, os jogadores respondem a tudo e a todos. Cada um a seu jeito. O evento é para isso mesmo: promovê-los e à NBA também. As regras do jogo são essas e nenhum deles, por mais mal humorado que possa estar, não foge da raia jamais

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