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Capitão de Magnano, Huertas define ida a Londres como obrigação

Armador descarta usar possíveis desfalques de atletas da NBA como desculpa e afirma que Brasil tem que conquistar vaga olímpica

Gazeta |

Nenhum brasileiro saiu do Mundial do ano passado com mais crédito do que o armador Marcelinho Huertas. Mesmo em meio aos compatriotas da NBA, o atleta do Caja Laboral, da Espanha, conduziu a seleção nacional às oitavas de final. Capitão do técnico Rubén Magnano, Huertas define a classificação aos Jogos Olímpicos de Londres-2012 como obrigatória.

O Brasil, dono de três medalhas de bronze olímpicas (1948, 1960 e 1964), não participa do evento desde 1996, em Atlanta. Apesar do retrospecto desfavorável, Marcelinho confia na classificação, porém alerta sobre possíveis contratempos. Como não conseguiu a vaga via Mundial, a equipe brasileira pleiteará uma das duas credenciais dadas pelo Pré-Olímpico, que será realizado na cidade argentina de Mar Del Plata e terá início no dia 30 de agosto.

Getty Images
Marcelinho Huertas, armador do Caja Laboral
"Temos que classificar e ponto", afirmou. "O time está bem montado e temos chances de voltar às Olimpíadas depois de tanto tempo. Infelizmente, sempre temos alguns problemas de desfalques e isso complica um pouco. Além disso, tem essa questão da greve na NBA que a gente não sabe o que vai acontecer, né? Mesmo assim, o Brasil tem que conseguir a vaga".

Devido ao impasse entre os sindicatos dos jogadores e os proprietários das franquias norte-americanas em relação ao teto salarial das próximas temporadas, a seleção brasileira pode ficar sem seus figurões da NBA. Somando-se à possível greve patronal (e, nesse caso, a CBB não teria como bancar o seguro dos atletas), as condições físicas do pivô Anderson Varejão, em recuperação de uma cirurgia no tornozelo direito, e Leandrinho, que cogita uma intervenção no punho direito, também preocupam o argentino Rubén Magnano. Por fim, Nenê Hilário, atualmente no Denver Nuggets, tem seu futuro incerto nos Estados Unidos e pode novamente ser ausência.

Dúvidas à parte, Marcelinho se apega ao desempenho no último Mundial para alimentar suas esperanças. Na primeira fase, o Brasil derrotou Irã, Tunísia e Croácia e perdeu para os Estados Unidos e Eslovênia. Nas oitavas, foi eliminado pela Argentina ao perder por 93 a 89, encerrando assim na nona posição. Contra os hermanos, o armador Huertas anotou incríveis 32 pontos.

"O Brasil foi bem no Mundial, mas poderia ter ido bem melhor", disse. "Pelo nosso potencial, nossa meta era chegar à semi. Mas tivemos a infelicidade de pegar uma Argentina, com um Scola inspirado".

Para Huertas - que terminou o Mundial como o vice-líder nas assistências, com uma média de 5,8 por jogo -, outro trunfo do Brasil é o treinador Rubén Magnano, campeão olímpico em Atenas-2004, à frente da seleção de seu país.

"Ele é um técnico que tem o time nas mãos", falou. "Ele não se importa com qual jogador é, onde joga, ele trata todos do mesmo jeito. Ele sabe cobrar, tirar o que cada um tem de melhor. E, além da experiência e dos títulos, tem um conhecimento de jogo superior à grande maioria".

Desfalcado ou não, o Brasil enfrentará na primeira fase do Pré-Olímpico Canadá, República Dominicana, Venezuela e Cuba. Caso não chegue à final, a seleção poderá ratificar presença em Londres no Pré-Olímpico Mundial, mas, para isso, precisa ficar entre terceiro e quinto.

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