Depois de ficar 19 pontos atrás do Pinheiros, equipe local reage nos dois últimos quartos e ganha a partida na prorrogação

O Brasília está na decisão do NBB pelo terceiro ano consecutivo. Nesta sexta-feira, os atuais campeões receberam a visita do Pinheiros e mostraram grande poder de superação. A equipe chegou a ter 19 pontos de desvantagem no terceiro quarto, mas conseguiu se recuperar e ganhou na prorrogação por 99 a 93.

Com o resultado, o time brasiliense encerra a série com três vitórias e apenas uma derrota. Depois de ter disputado as duas finais anteriores contra o Flamengo, enfrentará na decisão deste ano Franca, que passou pela equipe carioca nas semifinais .

O grande nome da partida foi Alex Garcia. O ala do Brasília chamou a responsabilidade na segunda metade e comandou a virada da equipe. Ele foi o cestinha do jogo com 31 pontos, além de ter somado seis rebotes e cinco assistências. O ala-pivô Guilherme Giovannoni também apareceu com destaque, registrando um “double-double”: 17 pontos e 12 rebotes. Já o pivô Lucas Tischer contribuiu com 16 pontos e oito rebotes.

Pelo Pinheiros, o ala-pivô Olivinha Nascimento contabilizou 26 pontos e cinco rebotes. Outro atleta com bom rendimento foi o ala Marquinhos Vieira, com 24 pontos, cinco rebotes e cinco assistências. O também ala Shamell Stallworth anotou 19 pontos.

O jogo

No começou da partida, só deu Pinheiros. A equipe visitante apresentou pontaria calibrada, sobretudo nas bolas de três pontos. No outro lado da quadra, limitou o ataque rival a apenas 33% de aproveitamento nos arremessos. As jogadas ofensivas do Brasília concentravam-se em Lucas Tischer, que fez dez pontos. Tamanha superioridade permitiu que os paulistas vencessem o primeiro quarto por 28 a 14.

O Pinheiros voltou para o segundo período com o mesmo ritmo e dava indícios de que iria disparar ainda mais no marcador. Mas o Brasília passou a converter com maior frequência os tiros de longa distância e acertou a defesa. Dessa maneira, baixou a diferença e chegou ao intervalo dez pontos atrás (47 a 37).

As duas equipes voltaram dos vestiários arriscando muitos chutes de três. Os visitantes tiveram desempenho melhor e chegaram a abrir 19 pontos de diferença em determinado momento do terceiro quarto. Foi quando Alex apareceu para mudar a história do jogo.

Guilherme Giovannoni sobe para fazer arremesso no meio da defesa do Pinheiros
Brito Júnior/Divulgação
Guilherme Giovannoni sobe para fazer arremesso no meio da defesa do Pinheiros
O ala de Brasília, que tinha anotado somente dois pontos na primeira metade, marcou 17 pontos no terceiro quarto e liderou a reação da equipe. Os mandantes se aproximaram bastante e finalizaram o período a apenas cinco pontos do empate (67 a 62).

Sem encontrar uma maneira para brecar o ímpeto do rival no último quarto, o Pinheiros não conseguiu voltar a controlar as ações. Depois de muita luta, o Brasília acabou virando o jogo na reta final da partida. Restando 30 segundos no relógio, vencia por quatro pontos (86 a 82).

A torcida local já comemorava a classificação. Mas o argentino Juan Pablo Figueroa brilhou defensivamente nos instantes derradeiros com duas bolas recuperadas. O Pinheiros aproveitou as duas posses para empatar o jogo e mandá-lo à prorrogação.

Alex fez a primeira cesta do tempo-extra e colocou o Brasília à frente (88 a 86). A liderança não mudou mais de lado no marcador. Aproveitando-se dos erros ofensivos dos visitantes, o time da capital federal assegurou a vitória e a classificação à terceira decisão consecutiva do NBB.

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