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Basquete
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Blake Griffin arrebata corações até de torcedores do Lakers em LA

Ala-pivô do Clippers é uma das grandes celebridades da cidade e foi a sensação da torcida no jogo entre "rookies" e "sophomores"

Fábio Sormani, em Los Angeles |

LOS ANGELES -- Um terço do Staples Center estava ocupado por crianças de escolas de comunidades carentes de Los Angeles que ganharam ingressos gratuitos para ver o jogo dos “rookies” contra os “sophomores”. Não fosse isso, o ginásio estaria com apenas a metade de sua capacidade tomada.

E os jogadores jogaram para as crianças. Foi muito legal. Nada de se levar o jogo a sério. Nada de defesa, nada de jogo físico, nada de movimentação ofensiva; enfim, nada de basquete. Os jogadores jogaram como as crianças mais gostam: se divertindo.

E a atração do encontro foi o ala-pivô Blake Griffin. O jogador do Clippers é celebridade em Los Angeles. Mesmo entre os torcedores do Lakers, que são uma espécie de Flamengo/Corinthians em LA e o Clippers um Juventus/América-RJ.

A audiência televisiva dos jogos do Clippers mais que dobrou. Tudo por conta de Griffin. Os torcedores do Lakers estão acompanhando o rival local por causa do pirulão sarará. Ele é um show à parte e o prêmio de “Rookie of the Year” desta temporada é barbada.

Apesar da festa em Los Angeles, Griffin está de luto. Na última quarta-feira, logo após o Clippers bater o Timberwolves em Minnesota, Griffin recebeu um telefonema informando que seu melhor amigo, Wilson Holloway, havia morrido. Motivo: complicações advindas de uma doença chamada Linfoma de Hodgikins.

Getty Images
Blake Griffin marca DeJuan Blair
“Foi uma loucura como tudo isso aconteceu”, disse Griffin na entrevista coletiva de imprensa desta sexta-feira no hotel dos jogadores, colado ao Staples Center, ginásio onde ocorre o “All-Star Weekend”. “Dedico a ele minha atuação neste final de semana”.

Assim que o cronômetro zerar neste próximo domingo e o jogo das estrelas acabar, Griffin pega o avião e vai parra Oklahoma City. Quer dar o último adeus ao amigo, pois o enterro acontece nesta segunda-feira. Ambos estudaram juntos no “elementary school” e depois no “high school” em Oklahoma City. Desde então tornaram-se inseparáveis. Desde que tinham 12 anos.

O final de semana será cheio para Griffin. Além do jogo entre “rookies” e “sophs”, ele participará do campeonato de enterradas (ninguém em Los Angeles acredita que haverá outro vencedor que não ele) e no domingo entra em quadra para o “All-Star Game”.

Griffin poupou-se visivelmente no primeiro tempo da partida desta sexta-feira. Jogou apenas 6:12 minutos. Fez só quatro pontos. Os dois primeiros foram frutos de uma ponte-aérea com a cumplicidade de John Wall, armador do Washington Wizards e que concorreria com Griffin pelo prêmio de melhor novato da temporada. Concorreria; não há a menor condição de alguém tirar o troféu do jogador do Clippers.

Além dos quatro pontos neste pouco mais de meia dúzia de minutos, Griffin apanhou também dois rebotes defensivos.

Veio o segundo tempo e Griffin se soltou. Jogou 7:35 minutos. Fez mais oito pontos. E de que maneira? De enterradas, claro, seu cartão de visitas.

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Griffin sobe para a enterrada
A mais plástica delas ocorreu quando o cronômetro marcava exatos 15:09 minutos para o final da partida. Contra-ataque dos “rookies” e Wall, ao ver escapar Griffin, socou a bola no chão com muita força. Esta subiu e caiu na medida para Griffin enterrar.

No total foram 13:47 minutos de Blake Griffin em quadra; 14 pontos, três rebotes e um toco.

Quando o telão central do Staples Center apontava que 3:40 minutos separavam a partida de seu final, as crianças, que foram se divertir, lembram-se?, começaram a gritar: “We Want Blake!” (nós queremos Blake). Com 2:23 minutos para o final, Griffin apareceu no telão. As crianças gritaram como se ele fosse um “popstar”. E continuaram a pedir: “We Want Blake!” E foi assim até o final da partida.

Griffin não voltou mais. O técnico dos “rookies”, Mike Budenholzer (assistente do San Antonio Spurs), assim quis. “Ele (Griffin) estará ocupado neste final de semana”, disse Budenholzer quando perguntado sobre por que não colocou mais Griffin na partida. “Ele teve uma primeira metade de temporada inacreditável. E tenho certeza que ele vai fazer coisas incríveis amanhã à noite (sábado) e domingo”. Por isso Budenholzer não o colocou mais em quadra, quis poupar o jogador.

Depois da partida, Griffin não apareceu para a entrevista coletiva. Ninguém pôde perguntar a ele como ele se sente desempenhando o papel de uma das principais estrelas da NBA. Seria legal saber como ele se sente.

Ao final, John Wall foi eleito o MVP do confronto em que os “rookies” venceram os “sophs” por 148 a 140. Wall fez 12 pontos e deu 22 assistências. Mas o pouco tempo em que Griffin ficou em quadra foi o suficiente para que as crianças o elegessem o melhor jogador da partida.

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