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Basquete
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Basquete brasileiro já tem cabeça voltada para desafio olímpico

Atletas sabem que qualquer resultado no Pré-Olímpico que não seja uma das vagas aos Jogos de Londres será encarado como fracasso

Luís Araújo, iG São Paulo |

O retorno às Olimpíadas é o grande desafio da seleção brasileira para 2011. A última participação na competição mais importante do basquete mundial aconteceu em 1996, quando os Jogos foram disputados em Atlanta, nos EUA. Para encerrar este jejum, o Brasil precisa assegurar uma das duas vagas do Pré-Olímpico das Américas, que será disputado na Argentina entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro deste ano.

O Brasil está no Grupo A da competição. Terá a companhia de Canadá, Cuba, República Dominicana e Venezuela. Mas os jogadores sabem que o sorteio dos adversários para a primeira fase pouco importa, pois a seleção vai acabar jogando contra praticamente todos os times do torneio no final das contas.

Marcelinho Machado é um dos atletas mais experientes da seleção. Quando o Pré-Olímpico estiver em andamento, o ala-armador do Flamengo terá 35 anos de idade. Acostumado a disputar competições internacionais, sabe que o Brasil não deverá encontrar caminho fácil para cumprir seu objetivo de voltar às Olimpíadas.

“Temos que estar preparados para partidas bem disputadas”, afirma Marcelinho. “Apesar de os EUA não estarem (por terem sido campeões mundiais), encontraremos dificuldades do mesmo jeito. Temos que estar atentos porque este é um campeonato curto e qualquer surpresa pode nos complicar”.

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Marcelinho Machado em ação pelo Flamengo
Rubén Magnano é o homem que comandará a missão dos brasileiros. O treinador argentino possui um currículo extremamente vitorioso à frente do time do seu país natal, que inclui a histórica conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Seu estilo de trabalho sério e determinado caiu no gosto dos seus comandados.

“Ele é diferente, nunca tinha trabalhado com um técnico assim”, reconhece Alex Garcia, ala que atua no Brasília. “O treino dele, apesar de cansativo, é muito gostoso. Você tem vontade de seguir em quadra depois que o treino termina. É algo que você faz com o maior prazer”.

Magnano dirigiu o Brasil no Mundial da Turquia de 2010, quando levou a equipe ao nono lugar. Mesmo longe do pódio, este resultado representa uma melhora significativa em relação à edição anterior – em 2006, a seleção terminou a competição com a 17ª posição.

“A seleção está jogando um basquete de alto nível”, analisa Marcelinho. “Deu pra ver no Mundial que joga de igual pra igual com qualquer time do mundo”.

Alex tem opinião parecida sobre o progresso da seleção no Mundial, mas ressalta: “Faltou um pouco mais de concentração e até de ambição. Fizemos uma grande partida contra os EUA. Nenhuma outra seleção conseguiu fazer um jogo tão disputado contra eles. Mas só isso não é suficiente, é preciso ganhar”.

Getty Images
Lesões dos jogadores de garrafão foram problema para Rubén Magnano no Mundial

O Brasil não contou com força máxima no Mundial. Um estiramento muscular resultou no corte de Nenê Hilário uma semana antes do início da competição. As lesões também limitaram as ações de Tiago Splitter e Anderson Varejão durante o torneio.

É muito provável que Magnano tenha que lidar com alguns desfalques no Pré-Olímpico. Varejão, por exemplo, lesionou o tornozelo e está fora de ação pelo restante da temporada da NBA.

Apesar da possibilidade deste problema, Alex segue otimista. Quando questionado se o garrafão brasileiro chegará forte para enfrentar as demais seleções do continente mesmo com algumas possíveis ausências dos seus principais nomes, não hesitou em responder: “Sim, temos peças importantes com o Murilo e o Bábby”.

Mas a lista de desfalques pode afetar não só o garrafão. “Nós podemos perder o Leandrinho também, pois ele está no último ano de contrato na NBA”, lembrou Alex. “Mas temos que seguir trabalhando, fazer nosso melhor e ter a cabeça voltada para a classificação da seleção”.

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