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Atletas fazem protesto em reunião para novo acordo de trabalho

Cinquenta jogadores vestiram camisas que formavam mensagem de resistência para sindicato. Greve na NBA é cada vez mais provável

iG São Paulo |

A reunião entre jogadores, dirigentes e donos de franquias para a negociação de um novo acordo coletivo de trabalho da NBA realizada na manhã desta sexta-feira teve um fato inusitado. Ao invés da presença apenas dos representantes da partes envolvidas, um grupo de 50 atletas da liga compareceram ao local vestindo camisas escuras com uma das letras da palavra “stand” (“resista”, em inglês).

Getty Images
Billy Hunter, diretor do sindicato dos atletas
O diretor do sindicato dos atletas, Billy Hunter, ficou sabendo que o protesto pacífico iria acontecer apenas na noite desta quinta-feira e disse que não se trata de nada agressivo ou intimidador, mas uma mensagem de união.

“Eles se encontraram entre si e decidiram que todos iriam aparecer na sessão desta sexta”, explicou. “A mensagem é apenas solidária. Nós temos que resistir juntos, estarmos unidos e enfrentar qualquer circunstância que se apresente – enfrentar juntos”.

As últimas propostas feitas pelos dois lados envolvidos foram colocadas na mesa na última terça-feira e, embora mostrassem evolução em relação às apresentadas anteriormente, ainda estavam longe de motivar um acerto e evitar o provável locaute, greve geral na NBA.

Os jogadores propuseram um acordo de cinco anos em que passariam a receber US$ 100 milhões (pouco mais de R$ 160 milhões) a menos por cada temporada. Os donos fizeram uma contra-oferta de 10 anos em que garantiam o pagamento de US$ 2 bilhões (R$ 3,2 bilhões) em salários a cada temporada.

Agora, os dois grupos voltam a se encontrar separadamente para a análise da situação. Os donos estarão reunidos em Dallas, na próxima terça-feira, já votando o início ou não da greve. Na quinta-feira, será a vez dos jogadores representantes das 30 franquias da liga discutirem o estado das negociações.

O acordo de trabalho em vigência termina na próxima quinta-feira, mas Hunter não vê a data limite como um ponto decisivo ou final para as conversas entre as partes.

“O dia 30 pode ser só mais um dia”, afirmou. “Eles (os donos) são quem determinam se terá mais significância do que deveria. O que acontece no dia 30 é o fim do acordo. Não quer dizer que as negociações precisam acabar. Não quer dizer que o locaute tem que ser declarado. A bola está do lado deles”.

 

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