Publicidade
Publicidade - Super banner
Basquete
enhanced by Google
 

Atleta universitária americana muda de nome e vira homem

Kye Allums seguirá jogando no campeonato feminino, mas diz que estava incomodada por ser tratada como mulher

iG São Paulo |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=esporte%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237861823353&_c_=MiGComponente_C

Kay-Kay Allums, jogadora da Universidade de George Washington, da primeira divisão do basquete universitário dos EUA, resolveu mudar de nome. Atende agora por Kye Allums. A troca está relacionada com o desejo da atleta de 21 anos de ser tratada como um homem.

Kye seguirá atuando no campeonato universitário feminino. Seu corpo é biologicamente idêntico ao de qualquer outra mulher, mas Kye explica que optou pela mudança porque ficava desconfortável sempre que ouvia pronomes femininos em relação à sua pessoa.

Não foi escolha minha nascer nesse corpo, disse Kye. Optei por mudar de nome porque me incomodava o fato de não ser quem eu realmente sou. Estou tentando ajudar não só a mim, mas também todas as outras pessoas que não querem esconder quem são.

Divulgação
Kye Allums não tomará hormônios enquanto jogar no torneio universitário

E prosseguiu: A universidade tem me dado total apoio ao longo deste processo, o que significa muito pra mim. Antes de fazer qualquer coisa, falei com minhas companheiras. Todas elas, além dos meus treinadores, me apoiaram. Elas me tratam como se fosse um irmão mais velho. Eu as amo, elas têm sido a minha família.

O técnico de George Washington, Mike Bozeman, confirma o que disse Allums: O programa de basquete feminino da universidade, incluindo a mim, apóia completamente a decisão tomada.

A Universidade informou que Kye não vai tomar qualquer tipo de medicamento ou hormônios enquanto estiver defendendo a equipe no torneio da NCAA, entidade que rege os esportes universitários nos EUA.

Allums disse que cresceu com a sensação de que era homem. Desde cedo sabia que era lésbica, mas chegou à conclusão de que era transexual quando entrou no colegial.

Hellen Carroll, diretora esportiva do Centro Nacional pelos Diretos das Lésbicas dos EUA, espera que a atitude de Allums possa inspirar outras jogadoras que passam pela mesma situação. Nós vemos crianças bem jovens, que estão no ginásio ou no colegial, que praticam esportes e são transexuais, declarou.

O time de George Washington entra em quadra no próximo dia 13, quando irá enfrentar a Universidade de Winsconsin-Green Bay. O amistoso marcará a primeira partida da equipe desde que a história de Kye tornou-se pública.

Estou preparada para me concentrar somente no basquete a partir de agora, afirmou Allums. Minha vida pessoal não é algo que irá me distrair.

Leia tudo sobre: basquete - outros torneios

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG