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Argentino do Pinheiros vê Brasil enfraquecido sem atletas da NBA

Juan Pablo Figueroa acredita que Nenê, Varejão e Leandrinho são desfalques importantes para time de Rubén Magnano

Gazeta |

Ex-pupilo do técnico Rubén Magnano no Atenas de Córdoba, Juan Pablo Figueroa atualmente veste a camisa do Pinheiros/Sky. O armador, convocado para integrar o grupo da seleção argentina que treinará para o Pré-Olímpico de Mar del Plata, vê a seleção brasileira enfraquecida com as ausências de Leandrinho Barbosa , do Toronto Raptors, e Nenê Hilário , atualmente agente livre .

Divulgação
Juan Pablo Figueroa, armador do Pinheiros
"São jogadores que não apenas estão jogando na NBA, mas estão jogando muito bem", disse Figueroa. "Eles têm muita experiência e um talento muito grande. Sem dúvida, são baixas importantes. Agora, a seleção brasileira precisará procurar outros jogadores para começar a trabalhar na formação de um grupo sólido".

Rubén Magnano convocou os quatro brasileiros que atuam na NBA para tentar uma das duas vagas olímpicas oferecidas pelo torneio na Argentina, mas contará apenas com Tiago Splitter (San Antonio Spurs), já que, além de Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) estar lesionado , Nenê e Leandrinho alegaram motivos particulares para pedirem dispensa. Ainda assim, Figueroa vê o Brasil com um dos candidatos à classificação.

"Apesar de não contar com todos os seus jogadores da NBA, o Brasil tem vários atletas que atualmente jogam aqui, mas já foram muito importantes internacionalmente", lembrou. "Eles agora voltaram ao país, mas isso não significa que não tenham talento para jogar fora. É uma seleção muito poderosa, com jogadores que se conhecem muito bem. Então, vai ser um dos times a ser batido".

Na Argentina, o técnico Júlio Lamas convocou força máxima, incluindo Manu Ginobili (San Antonio Spurs) e Luís Scola (Houston Rockets). O grupo, representante da geração vice-campeã mundial em 2002 e campeã olímpica em 2004 sob o comando de Magnano, será vetado apenas caso o seguro necessário não seja estabelecido .

"Faz tempo que a seleção não joga um torneio na Argentina", falou Figueroa. "Todos os atletas da NBA aceitaram e estão vendo o campeonato como uma grande chance de voltar para desfrutar com a torcida todos esses anos de glória desse grupo, além de tentar a classificação para Londres. O Ginóbili abdicou do Mundial de 2010 para priorizar esse ano e o que vem, mas a maioria dos jogadores sempre tem predisposição para defender a seleção".

De maneira diplomática, o armador de 25 anos evitou criticar os brasileiros que pediram dispensa, embora esteja acostumado a ver os principais ídolos de seu país juntos no time nacional. "Eu não acho que a ida à seleção seja uma obrigação", afirmou. "Cada jogador tem os seus motivos para recusar e liberdade para decidir. Se você acha que não está bem, é positivo deixar o lugar para outro atleta que possa fazer um bom trabalho".

Como atuais campeões mundiais, os Estados Unidos já estão classificados para Londres-2012 e não participam do Pré-Olímpico. Com isso, Brasil e Argentina surgem como principais candidatos às duas vagas em disputa. Figueroa admite o favoritismo de sua seleção, mas lembra que contar com as estrelas pode não ser suficiente.

"A princípio, pelos jogadores que temos, somos um dos favoritos", afirmou. "Mas a Argentina não pode pensar que já tem uma vaga assegurada só por causa dos atletas da NBA. Vamos ter a torcida a nosso favor, mas por outro lado o time vai sentir a ansiedade e o nervosismo dos fãs. A expectativa já foi criada, o que muitas vezes gera um pouco de pressão. Integrar esse grupo de jogadores, que são ídolos para mim, vai ser muito especial".

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