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Basquete
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Após 15 anos, revelação da seleção de basquete reencontra irmão

Rafael Hettsheimeir foi a surpresa brasileira no Pré-Olímpico e, na chegada, teve a companhia do irmão mais velho

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

Rafael Hettsheimeir nem é tão garoto. Tem 25 anos, mas como jogou a maior parte de sua carreira na Espanha, é pouco conhecido no Brasil. Na chegada dos jogadores da seleção brasileira que levou o país de volta às Olimpíadas depois de 16 anos, o pivô teve uma surpresa: seu irmão José Antônio, que não via havia 15 anos, o esperava no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

“Eu sabia que ele jogava basquete na Espanha, mas nem imaginava que estava na seleção. Foi quando liguei a TV e vi o nome na camisa. Aí pensei, só pode ser o Rafael”, disse José Antônio, de 61 anos.

AE
Rafael Hettsheimeir abraça o irmão e a esposa dele na chegada ao Brasil após a vaga olímpica

Eles são irmão apenas por parte de pai. Rafael nasceu em Araçatuba, a 700 km de São Paulo, enquanto João Antônio sempre viveu em Bauru, Quando o pai de ambos morreu, Rafael tinha apenas sete anos e houve distanciamento, fatal quando ele foi jogar em Ribeirão Preto e depois na Espanha. O irmão mais velho conseguiu o email do jovem e trocaram mensagens durante o Pré-Olímpico.

“Não tem como não perceber que é meu irmão porque ele é a cara do meu pai. É uma emoção, porque nos separamos, é sempre difícil se ver assim e agora tem esse reencontro graças a seleção também”, disse o garoto. O irmão mais velho prometeu que fará bife com batata frita, prato preferido do caçula, pelo menos quando tinha sete anos.

“Ainda gosto”, disse Rafael, rindo. Ambos devem se encontrar ainda maias uma vez antes de sábado, quando o pivô terá que embarcar para a Espanha, onde deve se apresentar no Zaragoza, seu clube atual.

Brasil volta à cidade onde conquistou primeiro bronze

Autógrafo
O assédio ao chegar ao Brasil surpreendeu Hettsheimeir. Ele contou que já havia dado autógrafo na época que jogava em Ribeirão Preto, mas apenas para aqueles fanáticos por basquete. Procura em aeroporto foi inédito.

“Pouca gente me conhece porque saí muito cedo, então pareço uma novidade. Mas já estou na estrada faz um tempo aí e espero poder jogar a Olimpíada”, disse o garoto.

Caso Nenê, que joga a NBA, tivesse sido convocado, talvez Rafael não tivesse sido convocado, já que começou o torneio na reserva, mas ganhou projeção ao fazer uma grande partida contra a Argentina, na segunda, jogo que o Brasil venceu e se livrou dos próprios argentinos e de Porto Rico na semifinal – venceu a República Dominicana por 83 a 77 e se garantiu em Londres-2012.

“O pessoal já falou que o que mais chamou a atenção foi eu chamando as bolas, pedindo para jogar. Eu estava confiante. Mas espero poder jogar com o Nenê e com os outros jogadores também”, disse Hettsheimeir.

 

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