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Basquete
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Após 15 anos, All-Star Game não contará com Duncan ou Garnett

Veteranos apresentam queda de rendimento e perdem espaço para os mais jovens. Varejão também ficou fora da lista

Luís Araújo, iG São Paulo |

Em 2012, o “All-Star Game” da NBA terá uma diferença marcante em relação às últimas edições. Pela primeira vez em 15 anos, o evento será realizado sem as presenças de Kevin Garnett e Tim Duncan, dois nomes que constam em qualquer discussão sobre os melhores alas-pivôs da história recente do basquete. Quem também ficou da lista foi Varejão, que era esperado para integrar o elenco de reservas da Conferência Leste depois de diversos double-double na temporada.

Leia também: Varejão fica fora da lista de reservas do "All-Star Game"

Ficar de fora do selecionado da Conferência Oeste é uma experiência inédita na carreira de Duncan. Isso porque o camisa 21 do San Antonio Spurs participou do evento pela primeira vez em 1998, durante a sua temporada de estreia na liga. Na partida daquele ano, ele saiu do banco e atuou por 14 minutos. Fez apenas dois pontos, mas pegou 11 rebotes.

A partir dos anos seguintes, Duncan esteve sempre entre os cinco jogadores do Oeste mais votados pelo público para iniciar os jogos. Com os 24 pontos e 14 rebotes que somou em 2000, dividiu o prêmio de MVP (melhor jogador) do evento com Shaquille O’Neal. Natural das Ilhas Virgens, tornou-se o primeiro atleta nascido fora dos EUA a ganhar o troféu.

Getty Images
Tim Duncan no jogo das estrelas em 2011. Será a primeira temporada em que ele fica de fora da partida

Aos 35 anos, Duncan viu a série de 13 aparições consecutivas no “All-Star Game” chegar ao fim. Na atual temporada, tem médias de 13,9 pontos e 8,3 rebotes ao longo de 16 partidas. São números que mostram que o ala-pivô ainda é peça-chave no time comandado por Gregg Popovich, mas incapazes de fazê-lo competir com nomes como Blake Griffin, Kevin Love e LaMarcus Aldridge – principais integrantes da atual safra talentosa de jogadores de garrafão do Oeste.

E ainda: Kobe Bryant diz que LeBron James seria companheiro de time ideal

A história de Garnett é bastante semelhante. O debute do ala-pivô no “All-Star Game” foi em 1997, quando estava no segundo ano como profissional. Na época, defendia ainda o Minnesota Timberwolves e, a exemplo de Duncan, também vestia a camisa 21.

Os dois alas-pivôs pareciam unanimidade na liga no início dos anos 2000. Tanto é que os torcedores ignoravam o fato de eles atuarem na mesma posição e os escalaram juntos oito vezes entre os titulares da Conferência Oeste. Em uma destas oportunidades, em 2003, Garnett registrou 37 pontos e nove rebotes e foi eleito o MVP.

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Garnett deixou de ser unanimidade no jogo das estrelas
A parceria foi desfeita em 2008, quando Garnett deixou o Timberwolves para se juntar ao Boston Celtics. Passou, então, a defender o time do Leste. Além disso, adotou o número 5 na equipe de Massachusetts.

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Garnett também está com 35 anos de idade. As médias de 14,0 pontos e 7,3 rebotes por partida só não são inferiores em relação às que apresentou na temporada 1995/96, quando ainda era novato. A queda de rendimento explica por que Chris Bosh e Roy Hibbert foram eleitos em seu lugar como os suplentes do garrafão do Leste e decreta o fim de 14 convocações ininterruptas para o evento.

Com o fim da série de Garnett, o ala-armador Kobe Bryant virou o jogador com mais participações consecutivas no "All-Star Game" dentre os que ainda estão em atividade. Votado para ser titular do Oeste, o astro do Los Angeles Lakers atingirá em Orlando a marca de 14 convocações para o evento.

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