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Basquete
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"All-Star Weekend" ainda não pulsa no coração de Los Angeles

Jogo festivo da NBA terá cobertura de 215 países, 43 línguas diferentes, número recorde de jornalistas e muito basquete

Fábio Sormani, em Los Angeles |

LOS ANGELES — O “staff” da NBA chegou a Los Angeles nesta quinta-feira. A diferença de fuso em relação ao horário de Brasília é de seis horas. Quando a maioria dos brasileiros se prepara para dormir, os californianos partem para o “happy hour”.

Não dá para sentir o “All-Star Weekend” ainda na cidade. A 60ª edição do evento acontece neste final de semana (18 a 20 de fevereiro) em Los Angeles. Aliás, sentir algo em LA é um tanto complicado. São várias cidades dentro desta grande cidade. Para ser exato, são 88.

Beverly Hills, por exemplo, onde moram os famosos e onde fica a badalada Rodeo Drive, é uma cidade. Tem cerca de 35 mil habitantes. Prefeito e tudo o mais. Malibu, onde moram os irmãos Harper da série cômica “Two and a Half Men” é uma cidade. Tem menos de 15 mil habitantes. Inglewood, onde está o antigo ginásio do Lakers, o Forum, é também uma cidade. Tem 120 mil habitantes.

E Los Angeles, o que é? É onde está Downtown, onde fica o Staples Center, atual lar do Lakers e do Clippers. É onde fica Hollywood, onde está o Teatro Chinês, a Calçada da Fama e o Kodak Theatre (onde acontece a cerimônia do Oscar). É onde fica Venice Beach. LA tem quatro milhões de habitantes.

Por ser assim, espalhada e retalhada, Los Angeles parece não ter identidade. Mas assim é a cidade do cinema.

Por ter estas feições, o que acontece em Los Angeles pode não significar nada para quem está em Malibu ou Santa Mônica. Ou mesmo em Beverly Hills. E você está em LA. Mas não está. Dá para entender?

Esquisito, não é mesmo? Mas é assim em LA.

Reprodução
Centro de Los Angeles
Como dizia, o “All-Star Weekend” ainda não está presente no cotidiano da cidade. Cheguei na tarde desta quinta-feira ao hotel onde está a maioria dos jornalistas e a maior parte do “staff” da NBA. Há pequenos cartazes enfeitando os postes (cujos fios são subterrâneos) das principais ruas do centro da cidade, como a Figueroa Street (onde fica o Staples Center), a Flower, a Hope e a Grand Avenue.

Há funcionários do Staples colocando adesivos do evento nos vidros externos do ginásio, moderníssimo. Parte é visível; a maioria está tapada por tapumes. Ainda do lado de fora do ginásio está sendo preparado o palco de vários eventos paralelos que a NBA prepara visando interagir torcedores que não têm como ver a festa.

Aqui, no coração do evento, há funcionários preparando a festa, mas ela ainda não está pronta. Os convidados e os curiosos ainda não apareceram.

Vão começar a dar as caras nesta sexta-feira, quando tudo começa pra valer com o jogo entre os “rookies” (novatos) e os segundoanistas.

Esta será a quinta vez em que Los Angeles sedia o “All-Star Weekend”. A primeira vez que isso ocorreu foi em 1963. Depois vieram as festas de 1972, 1983 e 2004. E agora em 2011.

A NBA informa que 215 países e territórios, num total de 43 línguas, estarão acompanhando a festa que divide o campeonato ao meio. Não existe uma tabela com turno e returno, mas é usual dizer que o “All-Star Weekend” é o intervalo do primeiro para o segundo turno.

Getty Images
Kobe Bryant, astro do Lakers
A NBA também informa que mais de 1.800 jornalistas estarão cobrindo o evento. Destes, 431 são estrangeiros aos olhos dos americanos. Ou seja, um recorde.

A festa é realmente grandiosa. A liga informa que 33 celebridades darão as caras no evento. As mais famosas são a cantora Rihanna e os cantores e compositores Lenny Kravitz e Josh Groban. Os dois primeiros estarão abrilhantando o “All-Star Game”.

Jogo das estrelas que contará com a participação de cinco jogadores que nasceram fora dos EUA. São eles: Dirk Nowitzki (Alemanha), Manu Ginobili (Argentina), Pau Gasol (Espanha), Tim Duncan (Ilhas Virgens) e Al Horford (República Dominicana).

O brasileiro Nenê Hilário foi o terceiro pivô mais votado na Conferência Oeste. Faz sua melhor temporada desde que chegou à NBA, há oito anos. Deu-nos esperança de que poderia ser nosso primeiro representante na festa. Mas acabou ficando de fora no voto dos torcedores (que escolheram os titulares) e na escolha dos treinadores (que selecionaram os jogadores reservas).

Seria muito mais legal com Nenê aqui. Mas mesmo sem ele a festa será empolgante. Foi assim nas 59 edições anteriores.

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