Josh Childress jogou no Olympiakos, da Grécia, por duas temporadas e não está interessado em repetir a experiência

Com o locaute decretado na NBA , muitos jogadores consideram a possibilidade de sair dos EUA e jogar em terras europeias no período da paralisação. Alguns, como o armador Deron Williams (New Jersey Nets) e o pivô Zaza Pachulia (Atlanta Hawks), já têm acerto firmado com times do continente.

O ala Josh Childress conhece a experiência, pois defendeu o Olympiakos, da Grécia, entre 2008 e 2010. O atleta do Phoenix Suns, porém, não está interessado em repeti-la e não a recomenda para nenhum dos seus colegas de liga.

“Eu não faria isso e nem entendo por que eles estão fazendo (jogar na Europa)”, disse o jogador, em entrevista à Ric Bucher, do site da ESPN. “Para mim, isso só faz sentido se você é um atleta de um país e está retornando para lá. Mas para os norte-americanos com grandes contratos garantidos, não vejo por que faria isso”.

Nas duas temporadas em que defendeu a equipe grega, Childress teve problemas de adaptação e deu apenas pequenas mostras de seu talento dentro de quadra, o que motivou seu retorno aos EUA. Para o ala, o basquete europeu tem várias e importantes diferenças em relação à NBA.

“Aqui, os jogadores são os protagonistas”, falou. “Lá, são os técnicos e apenas eles. Você tem que entrar no sistema. O estilo é mais lento, muito próximo do basquete colegial. São muito menos baseados em talento e mais em tática e execução. É um estilo militar. Quando um jogador da NBA chega lá, precisa jogar contra todos: adversários, árbitros, torcedores”.

O dia a dia e tratamento fora de quadra que os atletas recebem também são muito diferentes, de acordo com Childress: “Nós tínhamos que viajar seis ou sete horas de ônibus, nem sempre dormíamos nos melhores hotéis e quase sempre voávamos de classe turística”.

As palavras do atleta do Suns entram em choque com o comunicado emitido por Billy Hunter , diretor executivo do sindicato dos jogadores, nesta quarta-feira. O dirigente elogiou a escolha de Williams e incentivou a saída da NBA para a Europa.

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