Diretor da liga no país, Arnon de Mello classifica experiência de 2013 como perfeita, mas ainda não confirma times escolhidos

HSBC Arena, no Rio de Janeiro, recebeu o primeiro jogo da NBA no Brasil, em 2013
Getty Images/David Dow
HSBC Arena, no Rio de Janeiro, recebeu o primeiro jogo da NBA no Brasil, em 2013

No dia 12 de outubro de 2013, o Brasil foi palco de uma partida da NBA pela primeira vez na história. Na oportunidade, o Chicago Bulls venceu o Washington Wizards no Rio de Janeiro por 83 a 81 , em jogo válido pela pré-temporada. Diretor da liga no país, Arnon de Mello já confirmou que a experiência se repetirá  neste ano, graças ao sucesso que a organização julga ter alcançado.

"Acho que a resposta de equipes, mídia, patrocinadores, e, principalmente, do público, foi fundamental", disse Arnon de Mello ao iG , quando questionado sobre as razões que fizeram a NBA voltar a realizar um jogo no país. Além destes fatores, pesou a aprovação de Adam Silver, novo comissário da liga, que esteve no Rio de Janeiro em outubro e acompanhou tudo de perto.

"Na coletiva do All-Star Game deste ano (em Nova Orleans), ele elogiou muito o evento (no Brasil). Esse retorno de todos foi a certeza de que alcançamos nossos objetivos. Era um desafio, algo inédito e sabemos o quanto os fãs brasileiros, além de estarem ansiosos, são exigentes. Um dado curioso é que 60% do público que foi ao jogo era de fora do Rio de Janeiro. Isso mostra que foi um evento nacional. Tivemos as equipes por quatro dias no nosso país, visitando cartões-postais, conhecendo a cidade, recebendo o carinho dos brasileiros. O formato das partidas internacionais, especialmente o que foi feito no Brasil, com a interação e a proximidade entre jogadores, imprensa e público, a realização do ‘Dia do Fã’, foi perfeito. Queríamos oferecer uma autêntica experiência NBA aos que gostam e acompanham. Conseguimos", refletiu.

Veja fotos do jogo entre Chicago Bulls e Washington Wizards no Rio de Janeiro

O local da partida deverá ser o mesmo: a HSBC Arena, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. "Estamos sempre atrás de opções de ginásios. Infelizmente, temos poucas opções hoje no Brasil", afirmou Arnon, que chegou a admitir, após o jogo entre Bulls e Wizards de 2013, que a NBA estudava novas possibilidades -- colocando até o Allianz Parque, casa do Palmeiras que ainda não está pronta, como opção para o futuro .

Com relação aos times envolvidos no evento deste ano, ainda não há qualquer tipo de definição. A ideia é poder contar com pelo menos um brasileiro em quadra e reunir o maior número possível de nomes importantes da liga ao redor do planeta, tanto de atletas ou de equipes.

"Trouxemos (em 2013) o Chicago Bulls, talvez o time mais disputado pelo mundo nos jogos internacionais. É uma das franquias com maior número de fãs no Brasil, e isso mostrou o quanto a liga está interessada no nosso mercado. Combinar equipes fortes com nomes fortes é fundamental. E, nessa condição de força, colocamos os brasileiros também", declarou Arnon.

NBA à disposição do basquete brasileiro

Além de levar a experiência de um jogo da principal liga de basquete do mundo aos fãs brasileiros, a NBA busca auxiliar as entidades que comandam a modalidade no país a massificá-la. "Hoje, o Brasil tem uma liga bem organizada, que reúne equipes de quatro regiões, equilibrada e bem disputada. Isso é bom. E a NBA está no país para ajudar, unir forças para que a modalidade evolua cada vez mais", disse Arnon.

"Temos um bom relacionamento com a LNB (Liga Nacional de Basquete, organizadora do NBB) e com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Sem um campeonato local forte, não há interesse do público, não há patrocinadores, nem mídia. Sem uma seleção com resultados expressivos, não há estímulo à prática. A NBA se coloca como parceira para massificar e desenvolver o basquete", encerrou.

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