Promessas brasileiras chamam a atenção de estrangeiros e sonham com NBA

Por Luís Araújo - iG São Paulo |

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Aos 18 anos, Lucas Dias e Bruno Caboclo já se destacaram em eventos internacionais, foram elogiados por técnico grego e estão no radar de especialistas em Draft

João Pires/Divulgação
Lucas Dias: ala-pivô de 2,07m se destacou no Jordan Classic de 2012

Eles têm muita coisa em comum. Nascidos em 1995, já completaram 18 anos, optaram por tentar a sorte no basquete e hoje defendem o Pinheiros. As semelhanças entre o ala-pivô Lucas Dias, de 2,07m, e o ala Bruno Caboclo, de 2,02m, não param por aí. Ambos conquistaram destaque internacional recentemente e aparecem em análises de especialistas como prováveis escolhas de Draft da NBA no futuro. Não à toa, são considerados duas das principais promessas da modalidade no Brasil.

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Em 2012, Lucas foi eleito o MVP (melhor jogador) da partida internacional do Jordan Classic, evento que reúne os principais atletas do planeta com até 18 anos de idade. Neste ano, foi a vez de Bruno conquistar o mesmo prêmio no Basquete Sem Fronteiras, atividade organizada pela NBA que reúne jovens do mundo todo. Os feitos os permitem pensar bem alto. 

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"O meu maior sonho é chegar na NBA", disse Lucas. Bruno também cita a principal liga de basquete do mundo, mas tem uma lista de desejos mais ampla. "Quero ser o melhor jogador do mundo, jogar na NBA e participar de uma Olimpíada", afirmou.

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Aldo Carrneiro/LNB
Bruno Caboclo: ala foi o melhor jogador no Basquete Sem Fronteiras deste ano

Apesar de pouco terem entrado em quadra pelo Pinheiros nos dois jogos da Copa Intercontinental, disputada em outubro na cidade de Barueri (São Paulo), os garotos não passaram despercebidos. Georgios Bartzokas, técnico do Olympiacos (Grécia), confessou ter ficado impressionado com a dupla.

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"No aquecimento, vi dois jovens altos que são fantásticos. Com o trabalho certo, podem jogar em alto nível", comentou Bartzokas, minutos após o Olympiacos conquistar o título da competição, referindo-se aos dois.

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Os elogios do treinador grego, as conquistas nos eventos internacionais e as projeções de especialistas em Draft da NBA são coisas boas, mas aumentam a pressão nos jovens. "Está tudo chegando muito rápido na gente, mas tenho consciência de que precisamos treinar bastante para cavarmos nosso espaço", admitiu Bruno. Lucas concorda, mas procura ver as coisas por um outro lado: "Os elogios me motivam a jogar melhor."

Mais espaço
Para as promessas se tornarem realidade, precisam se firmar no time principal do Pinheiros. Na última temporada do NBB, por exemplo, Lucas teve médias de 4,1 pontos e 1,8 rebote em pouco menos de 12 minutos por partida. Bruno não chegou a entrar em quadra. O pouco espaço poderia ser um incômodo para jovens dispostos a evoluir. Não para eles.

"Conviver com jogadores do adulto nos ajuda porque treinamos com os melhores", relatou Bruno. "Jogadores como Shamell e Paulinho conversam bastante com a gente. Tenho consciência de que vamos conquistar nosso espaço aos poucos", avaliou Lucas.

E o que, então, eles devem fazer para aparecer mais tempo em quadra pelo Pinheiros? Ambos reconhecem a necessidade de melhorar defensivamente, mas o técnico da equipe resumiu a questão a três itens. "Trabalhar muito, aprender e querer", decretou Cláudio Mortari.

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