'Acho que não tem como o Brasil ficar fora do Mundial', diz presidente da CBB

Por Luís Araújo - iG São Paulo |

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Além de confiar em convite da Fiba para a competição, Carlos Nunes vê patrocínio master 'bem encaminhado' e promete zerar as dívidas da entidade que preside

Divulgação/CBB
Carlos Nunes, presidente da CBB

A seleção brasileira masculina de basquete passou longe de conquistar dentro de quadra o direito de disputar o Mundial de 2014, que acontecerá na Espanha. Isso porque o time comandado pelo técnico argentino Rubén Magnano perdeu todos os quatro jogos que fez na Copa América deste ano e acabou sendo eliminado ainda na primeira fase. Ainda assim, o presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), mostra-se bastante confiante na participação do país na competição através de um convite da Fiba (Federação Internacional de Basquete).

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"Acho que não tem como o Brasil ficar fora do Mundial", disse Nunes, em evento realizado na noite de terça-feira em São Paulo. "É o país que vai organizar a próxima edição das Olimpíadas e que participou de todos os Mundiais até hoje. Estamos em décimo no ranking da Fiba. Temos tudo. Os outros não têm o que nós temos. Por isso, acreditamos que seremos chamados", completou.

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Para que o Brasil receba um dos quatro convites disponíveis para o Mundial, a CBB já deu o primeiro passo. Nesta terça-feira, enviou à Fiba uma carta formalizando o desejo de ficar com uma das vagas restantes na competição. "Fizemos o dever de casa. Entregamos tudo e vamos esperar a decisão, mas está bem encaminhado. Temos apoio de todo mundo, de todos os patrocinadores. Vamos ver o que decidem", afirmou Nunes.

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Além da carta formalizando o pedido pelo convite ao Mundial, a CBB mandou à Fiba uma manifestação dos jogadores brasileiros que atuam na NBA e que desfalcaram a seleção na Copa América. "Pediram isso dos atletas e todos eles deram", contou o presidente da entidade.

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Passada a etapa inicial, é hora de usar todo o apoio conquistado para dar o segundo passo. "Fizemos o dever de casa, que era a entrega da documentação que nos pediram. Agora, é claro que entra o jogo político", declarou Nunes.

Juan Carlos Solorzano/AP
Seleção brasileira perdeu todos os quatro jogos que disputou e foi eliminada na primeira fase da Copa América

Dívidas e patrocínio master

O período da CBB sem patrocínio master está prestes a chegar ao fim. De acordo com Nunes, as negociações com um novo parceiro para estampar a marca nos uniformes da seleção estão "bem adiantadas". O acerto deixaria Nunes bem perto de atingir a meta de acabar com as dívidas da entidade.

"Com os novos patrocínios, vamos equilibrar as contas, vamos zerar tudo", afirmou. "Eles entram em janeiro. Vai ser mais do que costumávamos ter. Estamos negociando um novo parceiro para a camisa. A própria Eletrobras vai aumentar o dinheiro que nos serve muito. Estamos bem apioados. Vamos superar os momentos difíceis tranquilamente", prometeu Nunes.

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