'Sério' em quadra, técnico do Bulls mostra no Brasil outro lado da personalidade

Por Luís Araújo - iG São Paulo |

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Calma e senso de humor são algumas características no comportamento de Tom Thibodeau relatadas pelos jogadores do time de Chicago. Mas só até a hora do trabalho

David Dow/Getty Images
Tom Thibodeau: técnico do Chicago Bulls sorri no Rio de Janeiro

Os sorrisos de Tom Thibodeau nos contatos com os fãs no Rio de Janeiro durante a passagem da NBA pelo Brasil chamaram a atenção. Isso porque o técnico de 55 anos não apresenta expressões das mais amistosas nos treinos e nos jogos do Chicago Bulls. Mantém o rosto fechado e se mostra avesso a brincadeiras. Mas quem o conhece jura que ele não é assim o tempo todo.

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“Ele ri, sim”, disse Luol Deng, ala do Bulls. “Quando Thibodeau entra no ginásio, só pensa no trabalho. Ele é uma pessoa muito calma e engraçada, mas é bem sério na frente dos outros. E é assim que deve ser, mesmo.”

O pivô Nazr Mohammed contou a mesma coisa que Deng. “Ele só não ri quando trabalha. De resto, brinca o tempo todo”, afirmou.

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O ex-ala Oscar Schmidt é saudado pelo público no HSBC Arena, antes do início do jogo entre Chicago Bulls e Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO pivô brasileiro Nenê Hilário, do Washington, briga pela bola com Jimmy Butler e Carlos Boozer, do Chicago. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO pivô Nazr Mohammed, do Chicago Bulls,sobe para fazer mais dois pontos na partida deste sábado, contra o Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala Eric Maynor, do Washington, passa pela marcação de Marquis Teague (nº 25), do Chicago. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala do Chicago, Carlos Boozer, tenta se livrar da marcação de quatro jogadores do Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala/armador Jimmy Butler parte para cima da marcação da defesad do Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaJohn Wall, do Washington, encara a marcação de Kirk Hinrich, do Chicago Bulls. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ex-lateral Cafu conversa com a Hortência Marcari, campeã mundial com a seleção feminina de basquete, durante a partida. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaAs dançarinas do Washington Wizards ajudaram a entreter o público nos intervalos da partida, no HSBC Arena. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaTony Snell, do Chicago Bulls, domina a bola diante da marcação de Glen Rice Jr, do Washington Wizards, na HSBC Arena. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaJogadores do Chicago Bulls e Washington Wizards participam do primeiro jogo da NBA no Brasil, no HSBC Arena, no Rio. Foto: Getty Images/David DowO pivô brasileiro Nenê Hilário cumprimenta seus companheiros do Washington, antes do início da partida contra o Chicago. Foto: Gety Images/Ned Dishman

Mas quando chega a hora de trabalhar, o basquete é a única coisa que ocupa a cabeça de Thibodeau. O grau de seriedade é tão alto quanto o que cobra dos atletas que comanda. "Ele dá tudo de si em cada atividade e nos faz agir igual. Não é fácil jogar com ele, o trabalho é sempre duro. Mas é ótimo”, declarou o pivô Joakim Noah.

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Os resultados apresentados nos últimos anos comprovam o sucesso do método de trabalho de Thibodeau. Logo na primeira temporada da carreira como técnico, a de 2010/11, foi eleito o melhor da NBA. Desde então, fez com que o Bulls a se consolidasse como um time competitivo e um dos mais fortes da liga defensivamente.

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Não é de hoje que ele tem a defesa como especialidade. Antes de chegar a Chicago, fez parte da comissão técnica do Boston Celtics. Campeão da NBA em 2008, aquele time tinha como um dos pontos fortes justamente o sistema defensivo aquitetado por Thibodeau, que na época era assistente do treinador Doc Rivers.

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Por ter passado por esta experiência, conhece a direção para se chegar ao título. "O processo é muito longo e tem a ver com fazer as coisas certas dia após dia. Se isso for feito, os resultados aparecem. É preciso concentração para fazer isso todos os dias e manter durante toda a temporada. Se você fizer isso, está no caminho certo", disse o comandante do Bulls.

Getty Images
Tom Thibodeau ganhou o prêmio de melhor técnico da NBA na temporada 2010/11

Impacto
Tanta seriedade e exigência poderiam até incomodar os comandados de Thibodeau no Bulls, mas isso não acontece. Muito pelo contrário. Os jogadores gostam desta linha de trabalho e elogiam o técnico, até por creditarem a ele a evolução que têm apresentado dentro de quadra.

"Fui duas vezes para o 'All-Star Game' desde que ele chegou", lembrou Luol Deng. "Eu considero que o sistema de jogo dele me permite ter sucesso. Amo o trabalho dele e a forma como nos mantém focados como um time. Existem muitas distrações no mundo da NBA. É preciso um bom líder para fazer os jogadores continuarem juntos", completou.

Já Joakim Noah destaca a maneira pela qual o técnico do Bulls se difere dos demais. "Não existem muitos treinadores na liga que trabalham individualmente com o jogador, mas o Thibodeau faz isso comigo. Ele está sempre no ginásio trabalhando, e eu o respeito muito por isso", comentou.

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