Diretor vê NBA voltando ao Brasil em 2014 e coloca Allianz Parque como opção

Por Luís Araújo - enviado iG ao Rio de Janeiro |

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Arnon de Mello lamenta falha na infraestrutura do Rio de Janeiro, mas elogia organização e afirma que o país está 'em um bom caminho' para receber novo jogo da liga

A HSBC Arena, no Rio de Janeiro, foi palco da primeira partida da NBA a ser disputada no Brasil. Neste sábado, o Chicago Bulls venceu o Washington Wizards por 83 a 81 diante de um público de 13.635 pessoas no ginásio carioca. De acordo com Arnon de Mello, diretor executivo da liga no país, são boas as chances de a experiência acontecer novamente em 2014.

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"Estamos no bom caminho para garantir um jogo no ano que vem", disse Arnon. "O mais importante foi conseguir levar a mensagem da NBA. O jogo marcou bastante, foi o grande coroamento da semana. Mas teve também o Dia do Fã, com participação de crianças de escolas públicas, e a visita do Nenê ao Complexo do Alemão. Isso tudo só deixa boas memórias."

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O ex-ala Oscar Schmidt é saudado pelo público no HSBC Arena, antes do início do jogo entre Chicago Bulls e Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO pivô brasileiro Nenê Hilário, do Washington, briga pela bola com Jimmy Butler e Carlos Boozer, do Chicago. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO pivô Nazr Mohammed, do Chicago Bulls,sobe para fazer mais dois pontos na partida deste sábado, contra o Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala Eric Maynor, do Washington, passa pela marcação de Marquis Teague (nº 25), do Chicago. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala do Chicago, Carlos Boozer, tenta se livrar da marcação de quatro jogadores do Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala/armador Jimmy Butler parte para cima da marcação da defesad do Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaJohn Wall, do Washington, encara a marcação de Kirk Hinrich, do Chicago Bulls. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ex-lateral Cafu conversa com a Hortência Marcari, campeã mundial com a seleção feminina de basquete, durante a partida. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaAs dançarinas do Washington Wizards ajudaram a entreter o público nos intervalos da partida, no HSBC Arena. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaTony Snell, do Chicago Bulls, domina a bola diante da marcação de Glen Rice Jr, do Washington Wizards, na HSBC Arena. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaJogadores do Chicago Bulls e Washington Wizards participam do primeiro jogo da NBA no Brasil, no HSBC Arena, no Rio. Foto: Getty Images/David DowO pivô brasileiro Nenê Hilário cumprimenta seus companheiros do Washington, antes do início da partida contra o Chicago. Foto: Gety Images/Ned Dishman

Apesar de os dirigentes e ex-jogadores que estiveram no Rio de Janeiro ainda não terem avaliado o evento, Arnon está otimista. "O chefe saiu sorrindo, então acho que é um bom sinal", afirmou o dirigente brasileiro, referindo-se a Adam Silver, novo comissário da NBA. "Ele ficou até o fim e gostou muito."

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Mas não foi tudo que deu certo nesta experiência, e o próprio Arnon reconhece isso. No início do jogo deste sábado, boa parte do público ainda não estava no ginásio. Os lugares vazios eram visíveis, mas depois foram devidamente ocupados pelos torcedores que se atrasaram por causa do intenso trânsito em volta do local.

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Por isso, quando foi perguntado sobre qual o principal problema a ser resolvido para uma possível segunda partida da NBA no Brasil, ele respondeu de forma imediata. "A infraestrutura. Esse é o aprendizado que fica para outros grandes eventos esportivos. Tudo vai passar por essa falha no transporte, que atrapalha muito. Mas acredito que até lá as coisas vão melhorar bastante. Nós da NBA controlamos bem o que acontece do portão para dentro. Mas, do lado de fora, não tem muito como a gente influenciar", declarou.

Divulgação
Foto aérea da obra do Allianz Parque, novo estádio do Palmeiras

Casa palmeirense
Se de fato uma nova partida da NBA for confirmada no Brasil no futuro, a HSBC Arena sai na frente mais uma vez como favorita a recebê-la. "É hoje o ginásio mais preparado do país, que nos dá condições de fazer o espetáculo que fizemos e trazer essa experiência da liga ao país" disse Arnon.

Os elogios ao ginásio do Rio de Janeiro não impedem que outras opções sejam estudadas. Novas cidades dentro do país podem entrar na rota da NBA. Desde que tenham locais preparados para sediar o evento, sem a necessidade de se fazer uma grande reforma. Uma alternativa que pode se tornar cada vez mais interessante aos olhos da principal liga de basquete do mundo, depois que tiver as obras concluídas, é o Aliianz Parque, nova casa do Palmeiras.

"Já visitamos lá e estudamos essa possibilidade", afirmou o diretor executivo da NBA no Brasil. "Seria ótimo poder ir para São Paulo. As obras lá não terminaram ainda, precisamos ver como vão fechar o anfiteatro. Certamente não seria nada a céu aberto, algo que não vai mais acontecer na NBA. Mas se conseguirem fechar, é bem possível que a gente leve um jogo para lá", concluiu.

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