Filho de ex-estrela da NBA busca espaço no Wizards e evita se comparar ao pai

Por Luís Araújo - enviado iG ao Rio de Janeiro |

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Aos 22 anos, Glen Rice Jr. chega à liga após trilhar trajetória pouco comum para calouros e conta com a confiança do treinador para enterrar problemas do passado

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Glen Rice Jr.: calouro busca conquistar espaço no Washington Wizards

Ele tinha tudo para passar despercebido nos treinos do Washington Wizards no Rio de Janeiro. Afinal de contas, trata-se de um calouro que foi selecionado somente na 35ª escolha do último Draft. Entretanto, Glen Rice Jr. chama a atenção pelo nome, que imediatamente revela seus laços familiares.

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O ala de 22 anos é filho de uma ex-estrela da NBA, que disputou 15 temporadas na liga. Também ala, Glen Rice foi três vezes convocado para o “All-Star Game” e chegou a ser eleito o MVP (melhor jogador) do evento em 1997. Viveu seus melhores momentos no Miami Heat e no Charlotte Hornets (atual New Orleans Pelicans), mas a conquista do único anel de campeão ocorreu com o Los Angeles Lakers, em 2000, já próximo de se aposentar. Notabilizou-se pela eficiência nos tiros de longa distância.

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Enquanto esse currículo estva sendo construído, o representante da mais recente geração dos Rice ainda estava na infância e bem longe. “Vivíamos em estados diferentes”, contou o ala do Wizards. “Enquanto eu crescia na Georgia, ele estava na Flórida”, completou, referindo-se ao período em que o pai jogou em Miami.

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Glen Rice: ala, que defendia o Charlotte Hornets na época, foi o MVP do All-Star Game de 1997

Apesar da distância, o filho admite ter se sentido influenciado a tentar seguir o mesmo caminho. “Queria ser como ele quando era mais jovem e também entrar na NBA. Ele definitivamente me inspirou”, contou.

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A semelhança entre os dois dentro do basquete se resume apenas ao nome. Pelo menos é essa a avaliação que faz o calouro do Wizards. “Temos estilos de jogo diferentes. Ele pontuava bastante em arremessos de longe, especialmente nos de três pontos. Eu jogo duro na defesa e sou mais de atacar a cesta”, afirmou o jovem.

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Glen Rice Jr. em ação pelo Wizards

Trajetória incomum
A maior parte dos novatos que ingressam na NBA teve o basquete universitário como etapa anterior. Alguns outros chegam depois de chamarem a atenção em ligas de fora dos EUA. Rice Jr. precisou ir na contramão de todos eles. Antes de ter sido selecionado pelo Philadelphia 76ers na 35ª escolha do último Draft e imediatamente trocado com o Wizards, o ala de 22 anos estava na D-League (Liga de Desenvolvimento).

Ele chegou a se juntar à Universidade de Georgia Tech, mas acabou sendo dispensado durante a temporada 2011/12 após um incidente no qual portava uma arma, o que o fez antecipar o processo de profissionalização e optar pela D-League. Assinou com o Rio Grande Valley Vipers e demorou a se firmar. Nos primeiros meses, era pouco utilizado em quadra, mas acabou conseguindo reverter a situação ao ponto de virar titular. Nos playoffs do campeonato, teve médias de 25,0 pontos, 9,5 rebotes e 4,3 assistências por jogo.

Agora na NBA, Rice Jr. espera novamente conseguir passar de reserva a uma das peças fundamentais da equipe que defende. “Minha meta aqui é trabalhar duro e melhorar como jogador a cada dia, a cada treino. Foi com essa mentalidade que encarei a D-League. Tudo o que quero é estar pronto quando o time precisar de mim”, declarou.

Confiança dos companheiros
Quem o acompanha Rice Jr. diariamente e o vê treinar de perto aposta na sua capacidade de se destacar na NBA. “Ele definitivamente tem condição”, disse o ala-armador Bradley Beal, seu companheiro no Wizards. “Ele tem a mente preparada, a habilidade e é um grande defensor. Tudo o que tem a fazer é continuar melhorando. Foi isso o que ele fez na D-League. Ele trabalha duro para isso. Acredito que fará parte do nosso futuro”, completou.

Quem também aposta na capacidade de desenvolvimento de Rice Jr. é Randy Wittman, técnico do Wizards. “Trata-se de um calouro muito intrigante para nós. É um garoto que teve problemas na universidade e amadureceu após os tempos difíceis que passou. Tem uma boa altura, chuta bem e é capaz de pontuar. Só precisa aprender a como se portar no jogo da NBA”, analisou.

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