Ex-companheiro elege Jordan o 'maior de todos' e o vê como inspiração para Kobe

Por Luís Araújo - enviado iG ao Rio de Janeiro |

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Horace Grant diz ter ligação especial com o Chicago Bulls, elogia elenco campeão, mas considera que os títulos não existiriam se não fosse pelo técnico Phil Jackson

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Horace Grant: ao lado de Michael Jordan, ex-jogador foi três vezes campeão da NBA com o Chicago Bulls

Entre 1987 e 2004, foram 17 temporadas disputadas na NBA e quatro títulos conquistados. Três com o Chicago Bulls, no início dos anos 1990, e um com o Los Angeles Lakers, em 2001. Além do currículo vitorioso, o ex-ala-pivô Horace Grant pode dizer que teve a oportunidade de atuar ao lado de dois dos principais craques da história do basquete: Michael Jordan e Kobe Bryant.

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Horace Grant foi companheiro de Kobe Bryant no Los Angeles Lakers no início dos anos 2000

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Até por enxergar a influência que o primeiro causou na forma de jogar do segundo, Grant considera que existe muita semelhança entre os dois. "Quando Jordan veio para a liga, todos queriam ser como ele. Kobe é muito similar ao Michael em todos os aspectos. É extremamente competitivo, não gosta de perder em nada, trabalha muito duro fora da quadra durante o período sem partidas para ser o melhor jogador possível. Por isso, ele tem os cinco títulos e todos aqueles seus prêmios individuais", afirmou o ex-jogador, de 48 anos de idade.

A proximidade entre os dois é abalada quando um outro jogador é colocado na conversa. Ao ser questionado sobre LeBron James, Grant admite considerar que o ala do Miami Heat está à frente do ala-armador do Lakers nos dias de hoje. Mas não o compara a Jordan. Nem ele, nem ninguém.

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"LeBron é o melhor do mundo hoje na minha opinião, mas Jordan é o maior de todos os tempos", declarou Grant. "Eu não vi ninguém fazer as coisas que ele fazia. Digo isso em termos de títulos, de troféus de MVP, das vezes que foi o cestinha da liga e das seleções ao quinteto ideal de defesa. Ele conquistou tudo na NBA. Acredito que Jordan tinha algo a mais que o tornava especial. Aquilo que o coloca acima de outros caras. Ele tinha a liderança capaz de fazer todos em sua volta formarem um time muito melhor", opinou.

Selecionado pelo Bulls na décima escolha do Draft de 1987, Grant passou as sete primeiras temporadas da carreira em Chicago. Neste período, foi titular do primeiro tricampeonato da equipe, conquistado entre 1991 e 1993. Apesar de todos os elogios e de reconhecer o impacto que Jordan causou no basquete, ele julga que uma outra pessoa foi ainda mais importante para tudo o que aconteceu.

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"Sem Phil Jackson, não teríamos conquistado os campeonatos. Ele foi o maestro por trás de todos. Nos fazia jogar como um time e unia personalidades diferentes em torno de um único objetivo, que era o de buscar o título. Não acredito que teríamos conseguido tudo isso sem ele", disse Grant, referindo-se ao técnico com quem trabalhou em cada uma das quatro vezes que foi campeão da NBA, no Bulls e também no Lakers.

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Horace Grant: ex-jogador participa de atividade da NBA com crianças no Rio de Janeiro

Ligação especial
Mesmo tendo passado mais da metade da carreira em outras equipes, Horace Grant mostra uma ligação diferente com o Chicago Bulls. Isso é algo que fica claro de diversas maneiras. Seja ao participar como representante da equipe nos eventos que antecedem a partida da NBA no Brasil, seja ao citar "o meu Bulls" como um dos possíveis candidatos a interromper o atual reinado do Miami Heat na liga.

"Tive grandes anos em todos os times em que joguei, mas há algo especial com o Bulls", admitiu o ex-atleta. "Foi o time que me selecionou no Draft. Joguei com Michael Jordan e Scottie Pippen em um ambiente no qual havia uma grande amizade. Aquele time era especial."

A trajetória com o Bulls acabou após a temporada 1993/94, quando optou por não renovar o contrato e assinou com o Orlando Magic. Ao sair, viu de longe a equipe retomar o domínio da NBA em 1996 e engatar mais três títulos em sequência.

"Não me arrependo da decisão que tomei", disse Grant. "Fui para um time que contava com Shaquille O’Neal e Penny Hardaway, que eram jovens na época, além de Nick Anderson e Dennis Scott. Eram caras bons. Jogar em um time jovem e exercer pape de liderança me pareceu ser a decisão correta naquele momento", concluiu.

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