Intercontinental de basquete busca perfeição para virar Mundial e atrair NBA

Por Luís Araújo - iG São Paulo | - Atualizada às

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Competição volta a ser realizada após 17 anos e reúne o brasileiro Pinheiros e Olympiacos, da Grécia. Continuação depende do sucesso da edição deste ano

Ricardo Bufolin/divulgação
Alberto Garcia (ao centro), secretário geral da Fiba Américas

Depois de 17 anos, a Copa Intercontinental de basquete voltará a ser realizada. Nos dias 4 e 6 de outubro, a cidade de Barueri (São Paulo) será palco de dois confrontos entre o Pinheiros, time brasileiro que venceu a última edição da Liga das Américas, e o Olympiacos, equipe grega atual campeã da Euroliga. O sucesso do torneio neste ano será determinante não só para possibilitar edições futuras como também para ampliar a competição e transformá-la em um Mundial.

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"Queremos continuar por muitos anos, mas hoje só temos acertado esta edição", disse Alberto Garcia, secretário geral da Fiba Americas (que representa a entidade máxima do basquete no continente), em entrevista coletiva realizada na sede do Pinheiros, em São Paulo, nesta quinta-feira.

"Por isso, conto com o comprometimento e seriedade de todos os envolvidos para fazer o melhor torneio da história, que mostre organização e boa imagem. Terá de causar comoção no mundo todo. Se fizermos isso, tenho certeza que vou receber ligações para acertar novas edições desta competição", completou o dirigente.

O dirigente revelou que representantes da Fiba na Ásia e na África já demonstraram interesse em participar de edições futuras do evento. Segundo Garcia, o desejo de fazer parte de um Mundial de basquete foi manifestado até mesmo pela principal liga de basquete do planeta. "Quando surgiu essa possibilidade, o vice-presidente de assuntos internacionais da NBA ligou para saber por que eles não terão representante. Então, é possível que times dos EUA participem do campeonato em algum momento", contou.

Ricardo Bufolin/divulgação
Pinheiros, atual campeão da Liga das Américas

Para que o objetivo de realizar um torneio impecável seja atingido, a organização busca fazer uma série de ajustes no ginásio de Barueri que sediará a competição. "São necessárias algumas mudanças, mas não muitas. São detalhes, questões de estética. O piso vai ser novo, a tabela também", afirmou Garcia.

Não é apenas o aspecto visual do ginásio que será tratado com bastante cuidado pela organização do torneio. Garcia ainda revelou que não serão cobrados ingressos para os dois jogos. Tudo isso para garantir um público à altura das ações de entretenimento planejadas. Dentro do ginásio, estão previstas homenagens ao time do Sírio que venceu o Intercontinental de 1979, aos jogadores da seleção brasileira bicampeões mundiais em 1963 e a Oscar Schmidt, além de música, cheerleaders e sorteios de brindes. Fora dele, o que se pretende é montar quadras de basquete e tendas onde possam ter brincadeiras com crianças.

A organização do torneio não ficará apenas com a Fiba. O Pinheiros e a LNB (Liga Nacional de Basquete, entidade que organiza o principal campeonato do Brasil da modalidade) também ajudarão.

"Esperamos fazer o maior evento de basquete dos últimos anos", afirmou João Fernando Rossi, diretor de esportes do clube paulistano. "Teremos um grande desafio. O jogo de exibição da NBA (entre Chicago Bulls e Washington Wizards) acontecerá uma semana depois e deve vir com padrão NBA de qualidade. Então, temos de fazer o nosso melhor. Estamos buscando patrocinadores. Queremos mostrar uma baita organização e fazer os europeus sentirem orgulho por terem vindo ao Brasil", completou.

Fórmula de disputa
Caso os dois jogos da Copa Intercontinental tenham vencedores diferentes, o campeão será conhecido no saldo de cestas. Se a diferença no placar for a mesma, levará a melhor quem tiver melhor índice na divisão dos pontos anotados pelos pontos sofridos na partida em que venceu. Mas se os resultados forem idênticos e, consequentemente, essa divisão resultar em índices iguais, serão disputados cinco minutos extras para a definição do campeão.

Copa Intercontinental
O confronto entre Pinheiros e Olympiacos neste ano definirá o vencedor da 22ª edição da competição, que não era realizada desde 1996. Naquela oportunidade, o campeão foi um outro time da Grécia: o Panathinaikos, que venceu o Olimpia, da Argentina. O único time brasileiro que já conquistou este título foi o Sírio, que superou o Bosna, da antiga Iugoslávia, em 1979.

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