Oscar diz que única sequela do câncer na cabeça é o otimismo para superar doença

Por João Pontes - iG São Paulo |

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O ex-jogador de basquete também revelou que parou de guardar dinheiro após ser diagnosticado com câncer

Djalma Vassão/Gazeta Press
Oscar Schmidt durante entrevista coletiva para falar sobre câncer no cérebro

O câncer na cabeça não abalou a confiança de Oscar Schmidt. Após passar por cirurgia para retirada de um tumor maligno e iniciar tratamento à base de radioterapia e quimioterapia, o ex-jogador de basquete explicou que a única sequela do tratamento é o excesso de otimismo para superar a doença.

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“Talvez o otimismo seja a única sequela da doença. Isso e o fato de eu não conseguir mais tomar refrigerante, perdi totalmente o gosto pelo refrigerante. Tirando isso, não vejo nada diferente de antes da doença. Estou muito bem. Esse tumor pegou o cara errado”, disse.

Leia mais: Oscar promete superar câncer: “Não vou deixar esse tumor me matar”

Oscar também revelou que mudou completamente seus hábitos de consumo após ser diagnosticado com o câncer na cabeça. “Parei de guardar dinheiro. Eu torro tudo. Antes da cirurgia, eu fui para Londres e comprei um terno, que pretendo usar no Hall da Fama do Basquete. Custou uma grana, em pounds. Também fiz um sapato inglês. Não vou nem dizer quanto custou porque vocês vão cair sentados. Estou torrando mesmo”, comentou, em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Oscar: Ídolo do basquete anunciou aposentadoria em 2002, mas ficou em quadra até 2003, aos 45 anos. Foto: Getty ImagesOscar é um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial. Ele se despediu da seleção nos Jogos Olímpicos de 1996. Foto: Getty ImagesOscar participou do sorteio dos grupos do basquete masculino das Olimpíadas de 2012. O Brasil ficou fora do torneio da modalidade por três edições seguidas. Foto: Buda Mendes/Getty ImagesDepois da aposentadoria das quadras, Oscar virou comentarista e ardoroso defensor das seleções do Brasil. Foto: News Free/CON/Getty ImagesOscar tem 55 anos e jogou até os 45.. Foto: News Free/CON/Getty ImagesOscar Schmidt foi comentarista no último Pan e nos Jogos Olímpicos. Foto: Vicente SedaOscar, no início de carreira, ao lado de Carioquinha, à esquerda, e Ubiratan Maciel. Foto: Gazeta Press

Falando em Hall da Fama do basquete norte-americano, Oscar disse que está ansioso para entrar no seleto grupo dos melhores jogadores de basquete da história. A cerimônia de premiação do Mão Santa está marcada para o dia 8 de setembro, na sede do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, em Springfield (EUA).

“Recebi a pior e a melhor notícia da minha vida no mesmo ano. Vou estar lá. Não vou perder essa premiação por nada. Vai ser uma das maiores vitórias da minha vida. Mas ainda vou estar em muitos lugares ainda. Tenho um longo caminho pela frente. Vou viver muito”, garantiu.

Veja também: Oscar Schmidt é diagnosticado com câncer e inicia tratamento

Considerado um dos maiores cestinhas do basquete mundial, Oscar vai se juntar a outros dois brasileiros que já integravam o Naismith Memorial: o ex-pivô Ubiratan Maciel e a ex-ala Hortência Marcari. Entre 1978 e 1996, quando se despediu da seleção brasileira nas Olimpíadas de Atlanta, Oscar foi o principal protagonista da seleção brasileira, que neste período foi terceira colocada do Mundial das Filipinas (1978) e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (1987).

Ao todo, Oscar disputou cinco Olimpíadas, tendo sido o cestinha da competição em três delas. Nos Jogos de Seul 1988, ele alcançou a impressionante média de 42,3 pontos por jogo. Sua despedida ocorreu em Atlanta (96), quando a seleção brasileira terminou na sexta colocação.

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