Heróis do bi mundial de basquete terão feito registrado em documentário

Por Marcelo Laguna - iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Conquista de 1963, no Rio de Janeiro, terá o depoimento gravado com os nove jogadores que estão vivos. Previsão de lançamento é para outubro

A velha máxima de que o Brasil é um país sem memória deixará de ser uma referência em relação ao basquete. A conquista do bicampeonato mundial pela seleção brasileira masculina, ocorrida há 50 anos, em 1963, deixará de constar apenas nas páginas dos livros para chegar às telas do cinema. O documentário “Cesta Bicampeã”, projeto que nasceu como iniciativa dos próprios integrantes da seleção, foi lançado nesta terça-feira, na sede da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo).

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores 

Djalma Vassão/Gazeta Press
Paulista Portelli, Amaury Passos, Jatyr Schall, Wlamir Marques, Luiz Claudio Menon, Antonio Sucar, Domingos Masson, o Mosquito, e Fritz Braun

“Não tinha como deixar passar em branco esta data tão importante para o basquete brasileiro. O que começou com a ideia de fazermos apenas um jantar agora se tornou um documentário. Esta geração tem dois títulos mundiais, três medalhas olímpicas, coisa que poucos países podem se orgulhar de ter. Será a última cesta que esta geração irá fazer para o basquete brasileiro”, disse Benedito Tortelli, o Paulista, um dos nove integrantes ainda vivos da seleção bicampeã. Já morreram Ubiratan Maciel, Rosa Branca e Waldemar Blatkauskas.

Leia também: Jogo das Estrelas do NBB ignora ídolos do passado

Foi por iniciativa de Paulista que os integrantes da seleção – Amaury Pasos, Wlamir Marques, Luiz Menon, Jathyr, Succar, Fritz, Mosquito e Vitor Mirschauska – decidiram colocar suas memórias e imagens à disposição dos fãs do basquete. “Nós não tivemos o privilégio que existe hoje em dia com tanto acesso da mídia. Não fomos lembrados quando dos 50 anos do primeiro título, em 2009. Se não fosse o Paulista a ter essa ideia, seríamos esquecidos novamente”, disse Wlamir Marques, que era o capitão da seleção, que faturou o título ao bater os Estados Unidos no ginásio do Maracanãzinho, no dia 25 de maio de 1963, quando venceu por 85 a 81.

O projeto do documentário, que está sendo feito pela produtora Giros, do Rio de Janeiro, começará a captação de entrevistas e imagens a partir de agora. “Esperamos contar com a ajuda não só dos jogadores, mas até mesmo de parentes e amigos que acompanharam de perto aquela conquista histórica”, disse Maria Carneiro da Silva, diretora da Giros. A ideia é que ele seja lançado em outubro, para aproveitar o período dos festivais nacionais, para depois chegar ao circuito comercial em dezembro.

Mas se a falta de memória costuma ser um estigma que incomoda o brasileiro, o evento desta terça-feira deixou mais otimistas os heróis da conquista de 63. “Ninguém sabia o que fazer para podermos registrar o nosso feito. Só que resolvi ir atrás e hoje estão todos animados e felizes. Será a cesta mais importante de nossas vidas”, disse Paulista.

Leia tudo sobre: Basquete Brasileiro

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas