Federação de basquete imita futebol e Mundial masculino terá 32 seleções

Comitê central da Fiba anunciou mudanças radicais no calendário do basquete a partir de 2017. Mundial masculino de 2019 terá eliminatórias para definir os 32 participantes

iG São Paulo |

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Jogadores da seleção dos EUA comemoram a conquista do título do Mundial masculino de basquete de 2010

A Fiba (Federação Internacional de Basquete) anunciou neste domingo em Kuala Lumpur, na Malásia, mudanças radiciais no calendário mundial da modalidade. A maior novidade diz respeito ao Mundial masculino, principal competição organizada pela entidade. A decisão, contudo, promete ser polêmica: a entidade imitou a Fifa e "inchou" o torneio, que passará a ter 32 participantes, ao invés dos 24 atuais. Além disso, as seleções precisarão passar por eliminatórias para se classificar, como ocorre na Copa do Mundo de futebol.

A Fiba acertou ao colocar 32 equipes no Mundial de basquete? Opine

Atualmente, os times garantem vaga no Mundial em competições continentais, como a Copa América, Campeonato Europeu e Copa Asiática. A próxima edição da competição ocorre em 2014 na Espanha, ainda sem as mudanças aprovadas no congresso da Fiba em Kuala Lumpur.

Por conta da criação das Eliminatórias, o Mundial após o da Espanha foi transferido de 2018 para 2019. O torneio classificatório terá duração de dois anos, com seis janelas de jogos (novembro de 2017, fevereiro, junho, setembro e novembro de 2018 e fevereiro de 2019), em que as equipes se enfrentarão em jogos de ida e volta. Também não ficou definido quantas vagas cada continente terá para colocar em disputa.

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Outra questão que o comunicado da Fiba não esclareceu como as seleções nacionais poderão aproveitar os jogadores da NBA. Normalmente, o calendário da liga americana de basquete começa no final de outubro de um ano e se encerra no início de junho do ano seguinte.

"O basquete precisa expandir seu alcancer e gerar um estímulo novo e dinâmico para seu crescimetno. Isso só pode acontecer se cada país melhorar seu jogo e atuar para seus fãs com regularidade", afirmou o presidente da Fiba, Yvan Mainini.

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"As seleções nacionais são a locomotiva do basquete em cada país e nós precisamos proteger e aumentar seus papéis. Ao mesmo tempo, clubes investem diariamente em nosso esporte e isso também precisa ser respeitado e protegido", disse o secretário-geral da Fiba, Patrick Baumann.

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