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Basquete
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Vitória brasileira sobre os EUA no Pan de 1987 completa 25 anos

Comandada pela dupla Oscar e Marcel, seleção derrotou os EUA na cidade de Indianápolis, em uma das maiores façanhas do basquete nacional

iG São Paulo | - Atualizada às

Neste dia 23 de agosto, o basquete brasileiro comemora uma das datas mais importantes de sua história. Há exatamente 25 anos, em 1987, a seleção masculina conquistou a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis ao bater os EUA de virada por 120 a 115, impondo a primeira derrota dos norte-americanos dentro de casa.

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Formada apenas por jogadores universitários, a seleção dos EUA tinha como principal jogador David Robinson. Dois meses antes, o pivô tinha sido escolhido no Draft da NBA pelo San Antonio Spurs, única equipe que defendeu durante sua carreira profissional.

Fábio Sormani: Vitória em Indianápolis foi a maior façanha do basquete brasileiro

Contando com o apoio total de um público de 16.408 torcedores na Market Square Arena, o selecionado norte-americano estava invicto na competição até aquele jogo. A invencibilidade parecia que teria continuidade, pois o time da casa foi para o intervalo vencendo por 14 pontos de diferença: 68 a 54.

“A verdade é que eu estava morrendo de medo de tomarmos uma porrada deles, uma derrota por 50 pontos de diferença”, disse o ala Marcel, que anotou 31 pontos na decisão. “Todo mundo tinha essa sensação. O único que acreditava na vitória era o José Medalha (assistente técnico). Os EUA sempre levavam os melhores jogadores que não eram profissionais. Eles sempre eram os melhores”, completou.

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A vantagem norte-americana chegou a atingir os 24 pontos no início do segundo tempo. “Pensei ‘Ih, agora vem o ferro’”, admite Marcel. Mas o rumo do jogo mudou completamente em seguida. Calibrados nos arremessos de longa distância, Marcel e Oscar comandaram a reação brasileira. A dupla foi responsável por 55 dos 66 pontos anotados pela equipe na segunda metade. Os norte-americanos, em contrapartida, passaram a errar bastante no ataque.

Oscar foi o cestinha da partida com 46 pontos, tendo acertado sete arremessos de três pontos em 15 tentativas. O próprio site do USA Basketball, na seção em que conta a história deste jogo, classifica a atuação do brasileiro como “uma exibição ofensiva que muitos jamais se esquecerão”.

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"Só para ter noção do tamanho daquela vitória, eles não tinham o hino nacional no ginásio, que estava no estádio de futebol, onde era mais esperada uma vitória do Brasil", afirmou Guerrinha, um dos jogadores que fizeram parte da seleção de 1987 e que atualmente treina o time de Bauru.

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A demora não se deu apenas na execução do hino brasileiro na decisão. Os jogadores levaram algum tempo para entenderem o tamanho da façanha que registraram naquele dia. A ficha não caiu de imediato. "Fizemos escala em Nova Iorque e vimos uma foto do Marcel comemorando na primeira página do New York Times . O comandante do avião que nos levou de volta para o Brasil nos deu parabéns. Aí nós vimos a importância daquela vitória", declarou o pivô Pipoka.

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