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Basquete
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NBB troca "justiça" por exposição em TV aberta com decisão em jogo único

Presidente da LNB e jogadores julgam que série de playoff seria mais justo, mas entendem os benefícios do novo modelo da final. Assunto divide opiniões de ex-craques da seleção

Luís Araújo , iG São Paulo |

São José e Brasília decidem o título da temporada 2011/12 do NBB neste sábado, às 10h, em Mogi das Cruzes (São Paulo). Ao contrário do que aconteceu nas três edições anteriores do campeonato, quando os finalistas se enfrentaram em uma série melhor de cinco partidas, a definição do campeão acontecerá em um único jogo desta vez. A novidade no formato tem como objetivo dar ao NBB maior visibilidade, já que o confronto será transmitido em TV aberta pela Rede Globo.

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Gazeta Press
Kouros Monadjemi, presidente da LNB

Presidente da LNB (Liga Nacional de Basquete), entidade que organiza o NBB, Kouros Monadjemi admite que o modelo anterior é mais justo. Contudo, entende que a exposição dos patrocinadores na TV aberta é atraente para os clubes.

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“O playoff seria mesmo o ideal, mas temos que ver o interesse dos clubes de aumentar a receita e ter maior faturamento”, disse Monadjemi. “Para fazer o basquete voltar a ser popular no Brasil e beneficiar a nossa parte comercial, precisávamos de mais audiência. Na TV aberta, cerca de 20 milhões de pessoas vão assistir à partida, número muito maior do que a transmissão em TV fechada poderia oferecer”, completou.

Um dos principais nomes da história do basquete brasileiro, o ex-ala Marcel não concorda com a análise de Monadjemi. “Sou contra o jogo único porque tira o espírito da competição, e nada justifica isso. Muita gente interessada no basquete ou que está começando a se aproximar da modalidade vai perder pelo menos duas partidas que poderiam ser igualmente sensacionais”, afirmou o ex-jogador, que disputou quatro Olimpíadas com a seleção brasileira, entre 1980 e 1992.

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Marcel entende que o aumento da popularidade da modalidade no país está relacionado à conquista de resultados expressivos do basquete brasileiro no cenário nacional, e não à alteração do formato da decisão do NBB. No entanto, não deixa de comemorar a volta do esporte à TV aberta. “Claro que nós ficamos contentes com um jogo na Globo na manhã de um sábado, mas seria melhor se isso acontecesse cinco ou sete vezes, não uma só”, disse.

Outro integrante da galeria de grandes jogadores brasileiros e companheiro de Marcel na seleção, Oscar Schmidt também prefere o modelo antigo, mas diz entender a medida adotada pela LNB. “O ideal, claro, seria cinco ou sete jogos na final, mas aí não teria espaço na TV aberta. Por outro lado, fica na dependência desse jogo único, no qual tudo pode acontecer”, declarou o Mão Santa.

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Consta nos planos de Monadjemi fazer a decisão voltar a ser disputada em série melhor de cinco jogos, com todos os confrontos sendo transmitidos em TV aberta. No entanto, o presidente da LNB admite que ainda há um longo caminho a percorrer para isso se tornar realidade.

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O novo formato da decisão reduz sensivelmente o direito de errar das duas equipes exatamente por limitar a possibilidade de recuperação. Uma atuação pouco inspirada no dia pode ser determinante para o fracasso de uma equipe.

Antonio Basílio/PMSJC
São José, de Murilo, chega à final do NBB pela primeira vez

“Foi o que aconteceu com a gente no primeiro jogo da série contra o Flamengo”, lembra Murilo, pivô do São José. “Nada estava dando certo para a gente naquele dia. Nossas bolas não estavam caindo. Se a série fosse só aquela partida, nós estaríamos eliminados.”

Ainda assim, Murilo enxerga benefícios no jogo único em TV aberta. “Pensando pelo lado da exposição do campeonato, é algo muito importante. Essa final vai fazer com que muita gente preste atenção no basquete”, ponderou.

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Guilherme Giovannoni, ala-pivô do Brasília, adota raciocínio semelhante. “Uma série melhor de cinco seria mais justo, mas o jogo na TV aberta vai ser importante para a Liga e para os clubes, pois dá maior visibilidade aos patrocinadores. Temos que entender isso tudo. Não é o cenário ideal, mas vale a pena pelo lado comercial”, afirmou Giovannoni.

Divulgação
Brasília, de Guilherme Giovannoni, busca o tricampeonato do NBB

Dono da melhor campanha da primeira fase, o São José tem o mando de quadra nesta decisão. No entanto, não poderá jogar a final deste sábado dentro do seu ginásio, o Lineu de Moura, que não atende às exigências da LNB. A final, portanto, acontecerá em Mogi das Cruzes, cidade escolhida pela equipe do Vale do Paraíba para mandar a partida.

Final em jogo único ao redor do mundo

O NBB não é a única liga de basquete a ser decidida em jogo único. A Euroliga, considerada a competição da modalidade mais forte do mundo fora dos EUA, tem a semifinal e a final disputadas desta maneira. Já na NCAA, tradicional torneio universitário norte-americano, o modelo é adotado desde o início da fase eliminatória, que reúne 62 equipes.

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