Basquete
02/09 - 19:24
Postura defensiva e presença de Varejão levaram Brasil à vitória
Rubén Magnano mesclou defesa brasileira; ala-pivô brasileiro apanhou 12 rebotes e tomou conta do garrafão
Fábio Sormani, especial para o iG
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Foi mais fácil do que se esperava. A marcação brasileira funcionou, mas a ineficiência dos croatas também ajudou o Brasil a conquistar uma vitória tranquila por 92 a 74 no encerramento da fase de classificação do Mundial da Turquia.
Rubén Magnano, nosso treinador, abandonou a ideia da marcação individual o tempo todo. Mesclou-a com a “matchup” (mistura de individual com zona) e assim impediu que os croatas se aproveitassem da maior estatura para construírem a vitória, como os eslovenos fizeram ontem, quarta-feira.
Além desta mistura defensiva, a atitude dos nossos jogadores, a postura individual de cada um deles, também foi importante para que o Brasil freasse o ímpeto ofensivo do oponente.
O fraco desempenho no ataque da Croácia é visto nos números da partida. Nos arremessos de dois pontos, o time europeu aproveitou 18 de suas 44 tentativas, o que deu um percentual de 41%.
Nos cinco confrontos anteriores, os croatas mostraram uma performance bem melhor: 50,7% de acerto de seus arremessos duplos.
Além de terem feito uma marcação agressiva e muito bem distribuída em quadra, muito desta vitória defensiva tem a ver também com a presença do ala-pivô Anderson Varejão. Embora ainda se ressinta de um dolorido tornozelo torcido, o capixaba foi um gigante na tábua defensiva: em 24 minutos em quadra, apanhou 12 rebotes.
Foi fundamental para que o Brasil vencesse este duelo: foram 39 rebotes brasileiros contra 28 dos gigantes croatas. É certo que os europeus pegaram 12 rebotes ofensivos, muita coisa, mas isso se deu principalmente quando Varejão estava descansando.
Em dois jogos disputados, Varejão apanhou um total de 16 rebotes, o que dá uma média de exatos oito por partida. Tiago Splitter, que ajuda Varejão nos ressaltos, em cinco partidas pegou um total de 26, média de 5,2 por partida.
Ou seja: a presença do jogador do Cleveland Cavaliers é fundamental para a consistência defensiva do nosso selecionado.
| AFP |
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| O ala-pivô Anderson Varejão foi fundamental para a vitória do Brasil diante da Croácia |
Com defesa forte, inibindo o trabalho ofensivo do adversário, o Brasil sentiu-se fortalecido na partida e o resultado disso foi uma fluência ofensiva que chamou a atenção. Nas bolas de dois, nossos jogadores encestaram 19 das 34 lançadas contra a cesta adversária (56%), enquanto nas de três foram dez corretas em 19 atiradas (53%).
A mão calibrada também se fez notar nos lances livres. Na partida diante da Eslovênia o Brasil teve um aproveitamento de apenas 65,2% dos tiros livres (15/23). Neste confronto frente aos croatas, 83%: 24/29. Splitter, que diante da Eslovênia teve uma performance de corar (3/8; 37,5%), acertou todos seus quatro arremessos livres.
Quanto à pontuação, Marcelinho Machado voltou a terminar uma partida como cestinha do Brasil. No jogo de quarta-feira contra a Eslovênia, o carioca anotou 20 pontos. Nesta quinta foram 18.
Ou seja: nos dois últimos jogos, Marcelinho teve uma média de exatos 19 pontos. A maioria de seus tentos sai de certeiras bolas de três. Nesses dois combates, o ala-armador do Flamengo atirou um total de 13 bolas, tendo acertado oito, o que dá uma excelente média de 61,5%.
Por que a mão de Marcelinho está calibrada? Porque ele não tem que carregar o time nas costas, como ocorria quando nosso selecionado era dirigido por treinadores brasileiros.
Desde que houve a troca, primeiro com o espanhol Moncho Monsalve, agora com o argentino Rubén Magnano, Marcelinho passou a desempenhar outro papel dentro do nosso selecionado. Ele agora é mais um, pois o coletivo é o principal; no passado, Marcelinho era o centro com jogadores gravitando ao seu redor.
Leandrinho Barbosa também se sobressaiu com seus 17 pontos. Embora não tenha encestado nenhuma de suas duas tentativas de três, o paulistano acertou seis de suas oito bolas de dois pontos (75%). E nos lances livres fez 5-5.
Alex Garcia (15) e Guilherme Giovannoni (12) completaram o quarteto com um duplo dígito na pontuação.
Splitter, que tem sido nosso melhor pontuador no Mundial (13,4 por partida), desta vez não atingiu o duplo dígito. Fez apenas seis.
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