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Basquete

16/09 - 08:29

Ex-técnico elogia, mas ainda questiona estrangeiro na seleção

"A seleção está no fundo do poço quando deveria estar entre as quatro primeiras", avalia o ex-treinador Hélio Rubens

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - A decisão de manter a seleção brasileira masculina de basquete sob comando estrangeiro ainda é um ponto polêmico na atual gestão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Ex-treinador da equipe, Hélio Rubens não critica o espanhol Moncho Monsalve, mas mantém seu questionamento sobre a medida.

Para ele, a escolha só seria justificável no caso de um treinador com conquistas expressivas em torneios internacionais. Moncho, que foi jogador da seleção espanhola na década de 60, começou a carreira de técnico em 1972 tendo exercido o cargo no Náutico Tenerife, Zaragoza, Caja Málaga e na seleção B da Espanha.

'Ele não tem grandes títulos, mas vejo ele como uma pessoa equilibrada, amiga. Não sei se seriam estas as características necessárias em um país que busca se reerguer', avalia Hélio Rubens. No último ranking divulgado pela Federação Internacional de Basquete (Fiba), a seleção masculina aparece apenas na 16ª colocação. A exemplo do que aconteceu nos dois ciclos olímpicos anteriores, a equipe não obteve classificação para os Jogos de Pequim.

'A seleção está no fundo do poço quando deveria estar entre as quatro primeiras', avalia o ex-comandante da equipe. 'Já sabia que não iam conseguir (a vaga)'.

O resultado não surpreendeu porque o principal problema da equipe brasileira, o pouco tempo de preparação, continuou. 'Ele precisaria de dez, 15 amistosos como os outros, não três ou quatro'. Com tudo isso, Hélio Rubens também não estranhou a ausência dos atletas da NBA 'com os principais jogadores dando desculpas'.

Nenê não participou do Pré-olímpico Mundial porque terminava o tratamento contra o câncer diagnosticado em seu testículo. Leandrinho e Anderson Varejão ficaram fora alegando lesões, assim como Paulão e Valtinho, que não atuam nos Estados Unidos.

Apesar de não concordar com a decisão do presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, de manter um técnico estrangeiro no cargo, Hélio Rubens reconhece que não há o que ser feito. 'É uma atribuição dele, que tem autonomia para isto, mas ele também tem responsabilidade'.


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